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	<title>Conhecer o Mistério &#187; Epístola aos Romanos</title>
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		<title>Conhecer o Mistério &#187; Epístola aos Romanos</title>
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		<title>Epístola aos Romanos &#8211; Capítulo 2</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 11:21:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Epístola aos Romanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando a análise iniciada no capítulo 1 acerca da condição do homem perante Deus, o apóstolo Paulo dirige-se agora àqueles que procuram viver vidas moralmente correctas. O homem moral O segundo capítulo começa com uma expressão digna de nota. O apóstolo Paulo não diz que a condição em que o homem vive é de pobreza, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conheceromisterio.com&blog=9151369&post=181&subd=conheceromisterio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando a análise iniciada no capítulo 1 acerca da condição do homem perante Deus, o apóstolo Paulo dirige-se agora àqueles que procuram viver vidas moralmente correctas.</p>
<p><strong>O homem moral</strong></p>
<p>O segundo capítulo começa com uma expressão digna de nota. O apóstolo Paulo não diz que a condição em que o homem vive é de pobreza, de doença, de dificuldades ou de infelicidade, ansiando por uma vida melhor. Não! É verdade que muitas vezes é isto que ouvimos em algumas mensagens de evangelização. Tais coisas são anunciadas como as maiores necessidades que o homem tem na sua condição natural, e que por tais razões precisam de Cristo. Não! Completamente errado! Paulo afirma claramente que o maior problema que o homem enfrenta, na sua condição natural é estar &#8220;sem desculpa&#8221; perante Deus.</p>
<p>Ao contrário do grupo de pessoas referidas no fim do capítulo 1, que viviam e consentiam vidas de pecado, este grupo de pessoas, referidas no inicio do capítulo 2, julgam antes os que tais vidas viviam (do capítulo 1), e se consideram superiores, na sua moral, pela vida &#8220;refinada&#8221; que vivem. Estas pessoas são aquelas que dizem: &#8220;Ah, eu não sou tão mau assim. Eu vivo uma vida correcta! Não mato, não roubo, não faço mal nenhum a ninguém.&#8221;</p>
<p>Sobre tal grupo de pessoas, Paulo afirma que eles estão prontos a julgar os outros, que vivem vidas abertamente de pecado, mas esquecem-se que Deus conhece o coração e as intenções de tudo o que o homem faz em segredo. Daí Paulo dizer que estes se condenam a si próprios nas mesmas coisas em que julgam os outros.</p>
<p>Tomemos em atenção o fim do versículo 1. Paulo não diz &#8220;tu fazes coisas que são tão más e graves como as coisas que esses fazem&#8221;. Ele antes diz: &#8220;tu, que julgas, fazes o mesmo&#8221;. Na verdade o homem possui uma forte tendência para condenar nos outros exactamente as mesmas coisas que ele próprio faz. E agindo assim, como lemos nos versículos 2 e 3, o homem condena-se a si próprio, ao condenar nos outros as mesmas coisas que ele faz.</p>
<p>Nos versículos 4 e 5 vemos que tais pessoas deviam antes reconhecer a bênção que possuem de nunca terem cometido pecados &#8220;horríveis&#8221;, pecados &#8220;a céu aberto&#8221;, mas preferem antes ignorar os pecados que enchem o seu coração, e encobrir a sua culpa e condição, criticando e julgando os outros.</p>
<p>Assim, Paulo diz a essas pessoas que deviam antes agradecer a Deus pela Sua misericórdia e arrepender-se dos seus pecados. Mas na verdade tais pessoas endurecem o seu coração, continuando a achar-se justas diante de Deus. Na prática o que acontece é que &#8220;entesouram ira&#8221; sobre si mesmas, que virá sobre elas no dia em que Deus julgar o homem.</p>
<p><strong>Princípios Básicos da Justiça Divina</strong></p>
<p>Nos versículos seguintes, encontramos uma descrição dos princípios básicos da justiça divina. Nesta descrição não encontramos a Graça de Deus, mas sim a perfeita justiça de Deus. O princípio básico da justiça divina é que Deus irá recompensar aquele que fizer o bem com a vida eterna, e aquele que obra o mal com tribulação e angústia. Não está aqui em questão se o homem é verdadeiramente bom e se é capaz de perseverar em fazer o bem. Paulo explica passo a passo a necessidade de salvação e o plano de salvação estabelecido por Deus, de uma forma progressiva. A intenção de Paulo nestes versículos é somente de explicar que Deus recompensa o bem e castiga o mal. Mais à frente ele demonstrará que ninguém consegue verdadeiramente fazer o bem continuamente, e que é por isso que precisamos de um Salvador.</p>
<p>É verdade que isto parece ser algo básico, mas não estaremos a esquecer a sua devida importância? Quando evangelizamos não evitamos dizer abertamente que o descrente é pecador, que será condenado, e por isso precisa de um Salvador? Não se ouve dizer muitas vezes no meio das nossas igrejas que o descrente precisa de um Salvador para &#8220;consertar&#8221; a sua vida que se encontra num caos, para trazer paz aos seus relacionamentos pessoas e familiares, ou para trazer benção e prosperidade? Mas tal é completamente errado! Não é essa a necessidade principal do homem!</p>
<p>Paulo ocupa os primeiro três capítulos desta Epístola aos Romanos a demonstrar a condição do homem, e que todos estão inescusáveis e são culpados, independentemente da sua condição social, sabedoria, moralidade ou religiosidade. Decerto é algo de extrema importância.</p>
<p>Paulo só pode explicar a obra de Cristo na Cruz, a Salvação que agora nos é oferecida, após demonstrar, sem quaisquer dúvidas, qual a verdadeira condição de todo o homem perante Deus: a sua incapacidade de perseverar em fazer o bem e a sua necessidade de Salvação.</p>
<p>No fim dos versículos 9 e 10 encontramos uma expressão que já tínhamos encontrado atrás, no capítulo 1, &#8220;primeiramente do judeu e também do grego&#8221;. Porque, tanto na condenação como na recompensa, lemos &#8220;primeiramente do judeu e também do grego&#8221;? Simplesmente porque o judeu, possuindo uma maior vantagem espiritual sobre os gentios, por ser o povo escolhido de Deus e por ter a lei de Deus, é certamente mais responsável pelos seus actos.</p>
<p>No versículo 11 encontramos um versículo muito conhecido: &#8220;Porque, para com Deus, não há distinção de pessoas&#8221;. No original grego a palavra traduzida por &#8220;distinção&#8221; pode também ser traduzida por &#8220;parcialidade&#8221;. A definição de &#8220;parcialidade&#8221; nos dará uma melhor compreensão desta passagem.</p>
<p>Parcialidade: <br />
    -&gt; É o erro daquele que sendo chamado a julgar, dá maior valor às circunstâncias exteriores do homem que está a julgar, e não aos seus méritos intrínsecos. Assim sendo, ele dá preferência, no seu julgamento, àquele que é mais digno, mais rico, de mais elevada filiação, ou mais poderoso, do que outro que não possua tais qualidades.</p>
<p>Deus não dá preferência a ninguém por aquilo que ele é ou pelo que possui. Deus julga o homem unicamente com base nos seus actos. A sua justiça é absolutamente perfeita e imparcial.</p>
<p><strong>O Judeu e o Gentio sob o Julgamento de Deus</strong></p>
<p>Ao chegarmos ao versículo 12, se tomarmos em atenção as expressões usadas, surge de seguida uma questão importante. Porque é que Paulo diz que os &#8220;sem lei&#8221;, isto é os gentios, &#8220;perecerão&#8221;, mas os &#8220;sob a lei&#8221;, os judeus, serão &#8220;julgados&#8221;?</p>
<p>É importante recordarmos que mesmo sem lei, isto é, para aqueles que nunca conheceram ou estiveram sobre a lei dada por Deus, através de Moisés, o pecado mata. É o princípio divino que lemos nos primeiros capítulos de Génesis: &#8220;No dia em que pecares, morrerás&#8221; (Génesis 2:17). A inveja, o ódio, o vício e a vida desgarrada destroem a vida do homem e acabam por matá-lo. Não somente o pecado destrói o corpo e vida física, mas também destrói a alma do homem.</p>
<p>Isto não quer dizer que Deus não vai julgar todos os homens, pois vemos claramente mais à frente, no versículo 16, que Ele o fará. A questão aqui é o homem estar debaixo da lei de Moisés ou não. O que Paulo quer explicar aqui é que aqueles que pecaram e não estavam sobre a lei (os gentios) perecerão nos seus pecados naturalmente, não porque rejeitaram ou desprezaram a lei, já que a lei nunca lhes foi dada. Mas os outros que pecaram estando debaixo da lei (os judeus) serão julgados pela mesma lei que transgrediram.</p>
<p>Nos versículos 13 a 15 temos um parêntesis, pois o versículo 16 é a conclusão da ideia apresentada no versículo 12.</p>
<p>A lei em si mesma nunca trouxe vantagem alguma àqueles que estavam sujeitos a ela, caso não lhe obedecessem. Encontramos um exemplo disso no caso da mulher adúltera que é trazida perante Jesus, em João 8. Ela era judia, possuía e conhecia a lei, mas isso não a ajudou. Em vez disso, os escribas e fariseus estavam prestes a apedrejá-la, de acordo com a mesma lei. Sendo assim, a vantagem que ela possuía sobre os gentios, a de possuir a divina revelação da lei de Deus, tornou-se numa clara desvantagem. A lei condenava-a e exigia a sua morte como castigo.</p>
<p>É certamente esta a ideia que Paulo exprime nestes versículos. A lei só justifica aqueles que a praticam, não aqueles que a possuem. Nestes versículos não está em questão se o homem é capaz de perseverar em praticar a lei. Aqui só é explicada a lógica presente na lei.</p>
<p>Quanto aos gentios que nunca conheceram ou ouviram falar da lei, muitos compreendiam que era errado mentir, roubar, matar ou cometer adultério. Como pode tal ser? Depois da queda do homem (de Adão e Eva terem pecado), a consciência do homem passou a transmitir um sentimento de culpa ao homem quando ele pecava. Daí lermos no versículo 15 que os gentios &#8220;mostram a obra da lei escrita em seus corações&#8221;. É importante atentarmos que não diz que os gentios tinham a lei &#8220;escrita&#8221; em seus corações, mas antes &#8220;a obra da lei&#8221;. E qual é a obra de lei? Leiamos Romanos 3:20, &#8220;Porque pela lei vem o conhecimento do pecado&#8221;, e em II Coríntios 3:9, &#8220;o ministério da condenação&#8221;. Então compreendemos que a obra da lei é o (re)conhecimento do pecado, pelo testemunho da consciência do homem, que leva o homem a sentir-se acusado e culpado, ou a arranjar desculpas sobre os pecados que comete (&#8220;defendendo-os&#8221;).</p>
<p><strong>O Julgamento do Pecador</strong></p>
<p>Voltemos ao versículo 12 e ligando-o ao versículo 16, lemos:<br />
&#8220;Porque, todos os que sem lei pecaram, sem lei, também, perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados; (&#8230;) No dia em em que Deus há-de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.&#8221;</p>
<p>Encontramos então no versículo 16 três factos importantes:</p>
<ol>
<li>Deus julgará os segredos dos homens.</li>
<li>Ele o fará por Jesus Cristo, que será o Juiz.</li>
<li>Ele o fará de acordo com o evangelho confiado a Paulo.</li>
</ol>
<p><strong>1.</strong><br />
O homem, quando peca, tem a tendência natural de esconder esse pecado das pessoas à sua volta e de Deus, em vez de o confessar, buscar o perdão, e corrigir o mal que fez, se tal for o caso. Mas Deus vê o coração do homem e nada está escondido aos seus olhos, tal como podemos encontrar em:<br />
&#8220;E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes, aos olhos daquele com quem temos que tratar.&#8221; (Hebreus 4:13) e &#8220;Porque Deus há-de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.&#8221; (Eclesiastes 12:14).</p>
<p><strong>2.</strong><br />
Jesus Cristo será o Juiz, neste julgamento dos perdidos. Já encontramos tal facto nas palavras de Jesus Cristo, enquanto habitou entre o Seus aqui na terra, durante o seu ministério terreno:<br />
&#8220;E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; (&#8230;) E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem.&#8221; (João 5:22,27).</p>
<p><strong>3.</strong><br />
A última parte do versículo decerto traz às nossas mentes a questão: &#8220;Como pode Deus julgar os homens de todas as épocas com base numa mensagem que esteve guardada em segredo até ser revelada ao Apóstolo Paulo? A resposta é que é pela revelação do mistério que Deus entregou a Paulo que podemos compreender as &#8220;boas novas&#8221; que Deus confiou aos homens nos tempos passados.</p>
<p>Tomemos por exemplo Hebreus 10:4, &#8220;É impossível que o sangue dos toiros e dos bodes tire os pecados&#8221;. Sendo assim, porque requereu Deus sacrifícios de sangue a Caim e Abel, de forma a serem aceites por Ele? Se o sangue de animais não podia tirar os pecados, como é que então Abel foi salvo? Pelo evangelho de Paulo agora compreendemos que Abel foi justificado, pois tomou a palavra de Deus como verdadeira, e se aproximou dele segundo a forma que Deus tinha prescrito. Isto é a &#8220;obediência da fé&#8221;, tal como lemos em Hebreus 11:4,  &#8220;Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.&#8221;</p>
<p>Mas se os sacrifícios em si não tinham valor, como podia Deus aceitar os homens que os ofereciam? Somente porque Cristo iria morrer pelos pecados deles, e que nessa base Deus, podia aceitar justamente aqueles que se chegavam a Ele na forma que Ele prescrevia.</p>
<p>Mas agora que compreendemos o mistério do evangelho de Deus, as obras não fazem mais sentido e não são requeridas para salvação. Daí podermos ler mais à frente, no capítulo 3 desta Epístola, &#8220;Ao qual Deus propôs para propiciação, pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus&#8221;, e na Epístola aos Hebreus, &#8220;E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte, para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.&#8221; (Hebreus 9:15).</p>
<p>Assim, creio que o homem não será condenado somente porque é pecador, mas sim porque em qualquer que seja a altura em que ele viveu, não se chegou a Deus segundo o que Deus prescreveu para tal época. Isto é, se o homem se chegou a Deus pela fé na Sua palavra e prescrição (por exemplo, os sacrifícios animais), ou pelo contrário, se chegou a Deus segundo a sua justiça e ideias humanas, ou mesmo se nunca se quis chegar a Deus, rebelando-se contra Ele.</p>
<p>Para compreendermos tal ideia basta pensarmos no caso de David, o segundo Rei de Israel.  Se aquele que pecasse sob a lei estivesse irremediavelmente condenado, então David, após ter adulterado com Batseba e assassinado Urias, estaria irremediavelmente perdido. Não! David chegou-se a Deus, após ter pecado, segundo o que Deus prescreveu na lei, em relação ao arrependimento e aos sacrifícios, evidenciando a fé que tinha na Palavra de Deus.</p>
<p>Assim, os perdidos serão julgados no Grande Trono Branco, por Jesus Cristo, aquele que morreu pelos pecados do homem, tendo por base os princípios que encontramos no evangelho proclamado por Paulo, isto é, que em qualquer época a Salvação foi sempre pela Graça, através da Fé. Nunca a Salvação foi ou será negada àqueles que colocam a sua fé e confiança nas Palavras de Deus, e se chegaram a Ele (em fé) pela forma que Ele prescreveu.</p>
<p><strong>O Judeu</strong></p>
<p>Na segunda parte do capítulo 2, Paulo fala especificamente para o homem Judeu, aquele que recebeu a Lei. Paulo não descansa enquanto não demonstrar que todo o homem é pecador e perdido, incluindo os Judeus.</p>
<p>&#8220;Judeu&#8221; refere-se a todos os filhos de Israel; o povo de Deus era chamado de &#8220;Hebreus&#8221; segundo a sua raça, &#8220;Israelitas&#8221; segundo a sua nacionalidade, e &#8220;Judeus&#8221; segundo a sua religião.</p>
<p>Vemos nos evangelhos que os Judeus, em particular na figura dos fariseus e escribas, se orgulhavam de serem Judeus, de serem descendência de Abraão, de serem o povo escolhido de Deus e por possuírem a lei de Moisés.</p>
<p>O objectivo de Paulo não é demonstrar que o Judeu é pior que o outros, mas, como qualquer homem, ele é pecador e precisa de um Salvador. De facto, o Judeu é a representação viva de que todos somos pecadores e que não podemos ser salvos pelas nossas obras ou méritos. Ora se até o povo escolhido de Deus, que recebeu a santa Lei e todas as bençãos materiais de Deus ao longo dos tempos, está em falta e precisa de salvação, muito mais todos os outros homens de todos os tempos. Não há outra solução!</p>
<p>Assim Paulo enumera as virtudes e bençãos que ser &#8220;povo escolhido&#8221; trouxe sobre eles, nos versículos 18 a 20. Mas a seguir Paulo questiona-os:<br />
&#8220;ensinas outros, mas não te ensinas a ti mesmo?&#8221;<br />
&#8220;pregas que não de deve furtar, e furtas?&#8221;<br />
&#8220;dizes que não se deve adulterar, e adulteras?&#8221;<br />
&#8220;abominas os ídolos, e cometes sacrilégio?&#8221;</p>
<p>Tomemos em atenção os verbos e expressões que Paulo usa:<br />
Ensinar, Pregar, Dizer e Abominar (nos versículos 18 a 20)<br />
Saber, Aprovar, Instruir, Guiar, Luz, Mestre (nos versículos 21 a 22).</p>
<p>Todos estes verbos e expressões são &#8220;passivos&#8221;, não revelam nenhuma acção. Nunca Paulo diz &#8220;fazes isto&#8221; segundo a lei. Afinal de que lhes servia a Lei a não ser para eles se gloriarem nela, aprovarem-na, ensinarem-na, pregarem-na, mas não lhe obedeciam? A gravidade é que Deus era desonrado diante dos outros povos, os gentios, ao verem como os Judeus se comportavam em relação a Deus e à Sua Lei (versículos 23 e 24).</p>
<p><strong>Circuncisão</strong></p>
<p>Para além da lei, havia algo mais em que o Judeu se orgulhava e confiava que lhe trazia segurança: a circuncisão.</p>
<p>A circuncisão era um sinal do concerto que Deus fez com Abraão, o rito que separava Israel de todas as outras nações gentias. Falava da separação para Deus e morte para a carne e suas paixões. Com Moisés, a circuncisão tornou-se parte da Lei. Daí as duas estarem tão intimamente ligadas.</p>
<p>O que Paulo explica nos versículos 25 a 29 é que a mera possessão da Lei ou a submissão à Circuncisão não traria nenhum favor especial de Deus no tocante ao julgamento das obras do homem.</p>
<p>Assim, ao quebrar a Lei, um Judeu reputava por perdido o sinal da circuncisão. Mas quando um Gentio, incircuncidado, guardava os preceitos da lei, o que a circuncisão significava podia ver-se na sua vida, isto é, que queria viver separado para Deus, morrendo para as paixões da carne. Isto não o salvava, é verdade, pois como veremos no capítulo 3 desta Epístola aos Romanos, nenhum homem cumpriu a Lei completamente. Mas um gentio ao viver assim, Deus certamente se revelava a ele, tal como temos o exemplo de Cornélio em Actos 10:35, &#8220;Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e obra o que é justo&#8221;.</p>
<p>Paulo demonstra que o Judeu ao confiar somente no seu &#8220;pedigree&#8221; espiritual, por ser povo escolhido de Deus, por lhe ter sido confiada a Lei, e por ser circuncidado, não podia ser salvo com base na sua religião. Não é por o homem seguir uma religião que pode ser salvo, nem mesmo a judaica, como os judeus, pois engaram-se a si próprios, pensando que os sinais externos eram suficientes, isto é, a Lei e a Circuncisão (versículo 28). Mas o que Deus busca é antes a &#8220;obra interior&#8221;, operada no espírito do homem, o qual só Deus pode ver, reconhecer e louvar (versículo 29).</p>
<p>(por David Costa)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/conheceromisterio.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/conheceromisterio.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/conheceromisterio.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/conheceromisterio.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/conheceromisterio.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/conheceromisterio.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/conheceromisterio.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/conheceromisterio.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/conheceromisterio.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/conheceromisterio.wordpress.com/181/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conheceromisterio.com&blog=9151369&post=181&subd=conheceromisterio&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Epístola aos Romanos &#8211; Capítulo 1</title>
		<link>http://conheceromisterio.com/2009/12/30/epistola-aos-romanos-capitulo-1/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 15:47:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Epístola aos Romanos]]></category>

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		<description><![CDATA[A Epístola aos Romanos começa com uma apresentação de seu autor e qual a sua mensagem. Paulo apresenta-se como um servo, ou escravo, de Jesus Cristo, tendo sido chamado para apóstolo, para comunicar as boas novas, o evangelho de Deus. Ao lermos a palavra &#8220;apóstolo&#8221;, podemos pensar que Paulo tinha sido chamado para ser um dos 12 apóstolos. Mas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conheceromisterio.com&blog=9151369&post=130&subd=conheceromisterio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Epístola aos Romanos começa com uma apresentação de seu autor e qual a sua mensagem. Paulo apresenta-se como um servo, ou escravo, de Jesus Cristo, tendo sido chamado para apóstolo, para comunicar as boas novas, o evangelho de Deus.</p>
<p>Ao lermos a palavra &#8220;apóstolo&#8221;, podemos pensar que Paulo tinha sido chamado para ser um dos 12 apóstolos. Mas lembremo-nos que Matias tinha sido divinamente escolhido para substituir Judas, para fazer parte do grupo dos 12 apóstolos. Na verdade Paulo não preenchia os requisitos para ser um dos 12 apóstolos, pois lemos em Actos 1:21-22, quando os 11 apóstolos procuravam um substituto para Judas os requisitos eram:</p>
<p>&#8220;É necessário pois, que, dos varões que conviveram connosco, todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu entre nós, começando desde o baptismo de João, até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça connosco testemunha da sua ressurreição.&#8221;</p>
<p>Paulo claramente não seguiu Cristo, durante o seu ministério terreno. Pelo contrário! Após o Pentecostes, Paulo era o maior inimigo de Cristo na terra.</p>
<p>Sendo assim, Paulo foi chamado para ser outro tipo de apóstolo, isto é, um apóstolo com uma mensagem nova de Deus, um evangelho diferente do evangelho que os 12 apóstolos anunciavam.</p>
<p>E que evangelho é este, que mensagem é esta? Lemos a partir do versículo 3:</p>
<p>&#8220;Acerca de Seu Filho, que nasceu da descendência de David, segundo a carne, declarado Filho de Deus, em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos &#8211; Jesus Cristo, nosso Senhor. Pelo qual (Cristo) recebemos a graça e o apostolado, para obediência de fé, entre todas as gentes pelo Seu nome. Entre as quais sois, também, vós chamados, para serdes de Jesus Cristo.&#8221; (Romanos 1:3-6)</p>
<p>Paulo foi chamado a proclamar &#8220;acerca do Filho de Deus, Jesus Cristo, nosso Senhor&#8221;. Em todas as suas epístolas, o tema principal é &#8220;Cristo&#8221;, e várias vezes Paulo claramente afirma que prega Cristo. Paulo não foi chamado por Deus para anunciar um novo conjunto de leis, um novo conjunto de princípios morais de como devemos viver, ou um conjunto de promessas de prosperidade material. Paulo foi chamado a anunciar Cristo.</p>
<p>Voltando um pouco atrás, no versículo 2, temos uma frase que pode gerar alguma controvérsia relativamente à singularidade do apostolado de Paulo e a “novidade” do seu evangelho:</p>
<p>&#8220;O qual antes havia prometido pelos Seus profetas, nas santas escrituras&#8230;&#8221;.</p>
<p>Em relação ao princípio do versículo 2, no tocante à expressão “o qual”, há duas vertentes em relação ao que se refere “o qual”. Uma delas é a de que “o qual” se refere a Deus, tomando assim o versículo o sentido que de Deus “havia prometido&#8230; acerca de seu Filho”. A segunda vertente é de que “o qual” se refere ao evangelho de Deus, que Paulo refere no versículo 1.</p>
<p>A expressão “o qual” na versão original em Grego é o artigo “hos”, que pode referir-se a “quem”, “o que”, “o qual”, “de quem”. Daí encontrarmos as duas vertentes mencionadas no parágrafo anterior.</p>
<p>Poderemos pensar, ao ler este versículo, que o evangelho que Paulo anunciava, afinal tinha sido profetizado no passado. Mas esta ideia entra em contradição com o que Paulo claramente afirma na conclusão desta Epístola aos Romanos:</p>
<p>&#8220;Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto, mas que se manifestou agora.&#8221; (Romanos 16:25).</p>
<p>Sendo assim, a vertente que parece estar mais perto da ideia original das palavras de Paulo é que Deus havia revelado pelas palavras dos profetas do Velho Testamento acerca do Messias. De facto nos versículos 3 e 4, o que lemos é um resumo do que estes profetas haviam escrito sobre o Cristo. Neste resumo não há nenhuma informação nova, pelo que não parece fazer sentido associá-lo ao (novo) evangelho de Paulo. Paulo aqui associa o Cristo da Profecia ao Cristo do Mistério, à semelhança do que ele fazia quando pregava Cristo nas sinagogas. Esta interpretação que fazemos não é para encaixar no que cremos, mas é a única que é coerente.</p>
<p>Existem algumas traduções da Bíblia (em outras línguas ou mesmo em Português) que transmitem a ideia de que “o qual” se refere ao evangelho. Isso acontece porque as pessoas que trabalharam nessas traduções seguiam a ideia dominante de que a mensagem de Paulo já vinha sendo profetizada desde Génesis 3:15. Tais traduções induzem as pessoas em erro.</p>
<p>A nossa versão em Português, de João Ferreira de Almeida (Revista e Corrigida), é feliz neste versículo em particular, não induzindo em erro, visto que não força uma interpretação, como acontece em outras.</p>
<p><strong>A quem se destina esta Epístola e qual a sua mensagem?</strong></p>
<p>O versículo 7 é muito importante! Paulo escreve a todos os crentes que estão em Roma, que são amados de Deus, chamados santos. Todo o crente, todo o amado de Deus, salvo por Jesus Cristo, é chamado &#8220;santo&#8221;, não por causa das suas boas obras, mas porque Deus o chama, o declara &#8220;santo&#8221;, com base na obra da Cruz, efectuada por Cristo.</p>
<p>Na segunda parte do versículo encontramos não uma saudação &#8220;espiritual&#8221; de Paulo para os crentes de Roma, mas sim o âmago da mensagem que Deus tem para eles, e para todos nós hoje:</p>
<p>&#8220;Graça e Paz, de Deus, nosso Pai, e do nosso Senhor Jesus Cristo.&#8221;</p>
<p>Paulo proclama que Deus oferece agora Graça e Paz a todo o homem. Deus oferece a Sua Graça, oferecendo ao homem salvação, pelo Senhor Jesus Cristo. E oferece Paz ao homem, não derramando a Sua ira sobre o mundo e todo o homem, que estava profetizado para acontecer após o Pentecostes, tal como lemos em Actos 2:16-20. Deus adia a sua &#8220;declaração de guerra&#8221; para com o homem, para proclamar Paz.</p>
<p><strong>A fé dos crentes em Roma e o desejo de Paulo os visitar</strong></p>
<p>É de notar como os crentes em Roma eram fiéis e a sua fé em Cristo já era reconhecida pelo mundo fora, apesar de Paulo não ter visitado estes crentes até então. Daí Paulo ter um desejo muito forte de os visitar, e continuamente orar por eles e por uma oportunidade de os visitar.</p>
<p>Com que objectivo pretendia Paulo os visitar? Seria para &#8220;ter comunhão com eles&#8221;, como costumamos dizer no nosso meio? Seria para &#8220;adorar e louvar a Deus&#8221; junto com eles? Não! Paulo queria lhes &#8220;comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados&#8221; (v. 11).</p>
<p>Mas afinal o que são estes &#8220;dons espirituais&#8221;? Será algum &#8220;dom espiritual&#8221; de profecia, de cura, de línguas, ou de algo desse género, como era comum no Evangelho do Reino, anunciado pelos 12 apóstolos? Consideremos mais abaixo o versículo 15:<br />
&#8220;E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar, o evangelho, a vós que estais em Roma.&#8221;</p>
<p>O que Paulo queria comunicar era o Evangelho, nada mais que o Evangelho. É esse o dom espiritual que Paulo queria comunicar aos crentes em Roma. A motivação de Paulo era Poder anunciar e explicar o Evangelho que Deus tinha entregue ao apóstolo Paulo, para assim estes crentes poderem ser confortados. E assim Paulo ser consolado também, ao ver que estes crentes compreendiam e criam no mesmo evangelho.</p>
<p>E Paulo não se envergonha deste evangelho, não se envergonha de Cristo. Isto em claro contraste com a nação de Israel, que rejeitou Cristo enquanto nação, tendo Cristo lhe sido oferecido como Messias, como seu Rei. Mas agora, Paulo anuncia Cristo, &#8220;poder de Deus para salvação de todo aquele que crê&#8221;. Não só para o Judeu, como primeiramente Cristo foi anunciado, &#8220;oferecido&#8221; à nação de Israel, mas também para o grego, para o gentio. Isto é, Cristo para Salvação de todo o homem.</p>
<p>Umas das razões pelas quais Paulo não se envergonhava do evangelho de Cristo era porque nele se vê a Justiça de Deus, não só a sua Graça e Misericórdia, mas a sua Justiça perfeita (v. 17). Deus não baixou os seus padrões de Justiça com o evangelho da graça, ao oferecer Salvação pela Fé a todo o homem. Paulo claramente afirma mais à frente neste epístola:</p>
<p>&#8220;Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.&#8221; (Romanos 3:31)</p>
<p><strong>A queda do homem</strong></p>
<p>Na segunda parte do capítulo 1, o Apóstolo Paulo apresenta uma análise da condição do homem perante Deus, e é surpreendente seguir a progressão, a queda do homem passo a passo.</p>
<p>O versículo 18 começa com uma introdução aos versículos que se seguem:</p>
<p>&#8220;Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.&#8221;</p>
<p>É de notar que este versículo não avisa acerca da ira que está para vir, mas sim acerca da ira que agora está a ser manifestada do céu. Mediante os versículos que vamos considerar de seguida, estou convicto que esta ira que se manifesta no presente, é a ira que Deus revela cada dia pelos frutos que a conduta do homem traz sobre si próprio. Consideremos os passos da degradação espiritual do homem, e compreenderemos melhor esta ideia.</p>
<p>Lemos no versículo 19 que &#8220;o que de Deus se pode conhecer, neles&#8221;, nos homens, &#8220;se manifesta, porque Deus lho manifestou&#8221;. Isto claramente não se refere a tudo o que se pode conhecer acerca de Deus, porque até lemos em I aos Coríntios 2:10-11:</p>
<p>&#8220;Mas Deus no-las revelou pelo Seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim, também, ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.&#8221; </p>
<p>O versículo 19 refere-se ao conhecimento que o homem naturalmente pode ter de Deus. Gravado na natureza humana, está o conhecimento, como por instinto, que Deus existe. E as &#8220;coisas invisíveis&#8221; de Deus, o Seu eterno poder e a sua divindade podem claramente ser compreendidos pelo homem, ao considerar o mundo e a natureza, isto é, as coisas que foram criadas por Deus. Tudo possui a marca de Deus.</p>
<p>Daí Paulo afirmar, no fim do versículo 20, que nenhum homem tem desculpa, é inescusável, pois a compreensão que Deus existe e acerca da sua divindade e poder, podem ser reconhecidos, ao alcance de qualquer homem, pela Criação.</p>
<p>Seguidamente encontramos no versículo 21 o primeiro passo histórico da descida à depravação do homem. Apesar de o homem conhecer Deus no passado, compreender que Deus existe, que é o criador e o todo-poderoso Deus, o homem escolheu não dar glória a Deus, não reconhecer a sua glória e poder, não reconhecer as suas obras e dádivas como sendo dignas de acções de graças. E na verdade o homem se corrompeu nos seus pensamentos (&#8220;em seus discursos&#8221;), e o seu coração insensato, por não reconhecer Deus, ainda mais se obscureceu.</p>
<p>Achando-se sábios, segundo o conhecimento, capacidade e sabedoria humanos, na verdade aos olhos de Deus, não passam de loucos, ignorantes, estúpidos e néscios.<br />
Chegamos ao segundo passo histórico da queda do homem, que na verdade traduz-se numa série de quatro passos.</p>
<p>Na sua tentativa de adorar a Deus, segundo a sabedoria e ideias humanas, o homem mudou, corrompeu a glória de Deus, ser incorruptível, fazendo representações em ouro e prata de seres e coisas corruptíveis, que considerava serem Deus. Assim começou por imagens de homens, depois de aves, seguidamente de quadrúpedes até criar imagens de répteis, uma clara diminuta aberração do que Deus é no seu Ser.<br />
Até Israel, o povo escolhido de Deus, que conhecia a Deus e tinha recebido a Sua lei, muitas vezes adorou outros deuses e imagens de deuses, sob a forma de homem e animais (como lemos em Êxodo 32).</p>
<p>Sendo assim, chegado o homem a este ponto, lemos no versículo 24 que Deus o &#8220;entregou&#8221;, no versículo 26 que Deus o &#8220;abandonou&#8221;, e mais uma vez no versículo 28, Deus o &#8220;entregou&#8221;.</p>
<p>Perante a corrupção espiritual do homem, Deus deixa, abandona, entrega o homem aos desejos do seu coração e aos seus pensamentos corruptos. Assim como o homem corrompeu a glória de Deus, corrompeu assim também a sua própria &#8220;glória&#8221;, as suas próprias funções naturais (&#8220;mudaram o uso natural&#8221;), &#8220;contrário à sua própria natureza&#8221; (v.26). Na verdade o homem trouxe sobre si próprio toda a perversão sexual, apesar de na aparência humana, parecer um ser intelectual, sábio e poderoso. Basta lembrarmo-nos dos impérios Babilónio, Grego e Romano, cheios de poder, glória, arte, ciência, filosofia e conhecimento, e quão corruptos se tornaram na área sexual.</p>
<p>Tal como lemos no versículo 28, isto é consequência de o homem não querer nada com Deus. Mas não pensemos que a corrupção do homem é culpa de Deus, pois Deus o &#8220;entregou&#8221; e o &#8220;abandonou&#8221;. Não é esse o sentido de tais expressões!</p>
<p>O homem longe de Deus só lhe espera a corrupção, ir de mal a pior moralmente falando, até ao ponto de desonrar tudo o que tem de precioso naturalmente. Deus concede ao homem o que o homem quer. Deus não força ninguém a adorá-lo, a reconhece-lo como Deus. Deus na verdade é longânimo, e espera que o homem venha a &#8220;despertar&#8221;, mas ele concede ao homem a sua vontade própria, mesmo que isso seja não querer nada com Deus. Mas as consequências são visíveis &#8211; a corrupção e degradação moral do homem.</p>
<p>E sem intervenção divina, em que se converte o homem? Que frutos traz ele sobre si próprio? De que forma se manifesta então a ira de Deus diariamente? Temos uma longa lista nos versículos 29 a 31:</p>
<p>&#8220;Estando cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detractores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia.&#8221;</p>
<p>E apos lermos esta lista, vemos no versículo seguinte que o homem conhecendo em seu coração a justiça de Deus, que um dia o castigo cairá sobre si por cometer tais coisas, não só continua a praticá-las, como louva e incentiva (consente) os outros que as fazem também. Na verdade vemos isso claramente na nossa sociedade, quando muitas vezes o corrupto é adorado e louvado, o criminoso chamado de herói, o enganador é imitado e respeitado&#8230; e por aí adiante. Na verdade o homem no seu coração e alma encontra-se completamente corrompido.</p>
<p>(por David Costa e Daniel Ferreira)</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Introdução à Epístola aos Romanos</title>
		<link>http://conheceromisterio.com/2009/12/21/introducao-a-epistola-aos-romanos/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 00:07:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>David Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Epístola aos Romanos]]></category>

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		<description><![CDATA[A Epístola de Paulo aos Romanos é uma das epistolas mais profundas, no entanto, um dos mais esclarecedores livros da Bíblia. Em nenhum outro lugar na Bíblia encontramos as grandes doutrinas da fé cristã descritas de forma tão completa ou sistemática. A mais longa das cartas de Paulo, aos Romanos, trata basicamente acerca da natureza de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=conheceromisterio.com&blog=9151369&post=107&subd=conheceromisterio&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Epístola de Paulo aos Romanos é uma das epistolas mais profundas, no entanto, um dos mais esclarecedores livros da Bíblia. Em nenhum outro lugar na Bíblia encontramos as grandes doutrinas da fé cristã descritas de forma tão completa ou sistemática.</p>
<p>A mais longa das cartas de Paulo, aos Romanos, trata basicamente acerca da natureza de Deus, o pecado do homem e a justificação do crente perante o tribunal de Deus, revelando a justiça de Deus (1:17) para com aqueles que merecem a Sua ira (1:18). Trata também da alienação do homem em relação a Deus, a reconciliação do crente com Deus, e depois aplica tais ensinos de uma forma prática.</p>
<p>Trata também de grandes temas teológicos tais como a eleição, predestinação, a santificação, a lei, a graça, a fé, a identificação do crente com Cristo e o programa de Deus para Israel e para as nações.</p>
<p>Estes são todos assuntos que nos afectam de forma vital, assuntos que devemos compreender, tanto quanto a mente renovada está capacitada para entender as coisas de Deus.</p>
<p>No Cânon da Escritura, a carta aos Romanos é a primeira entre as epístolas de Paulo, não porque tenha sido escrita antes, mas porque, apresenta os grandes e verdadeiros fundamentos do Evangelho da Graça, revelando a ira de Deus contra o pecado e a base na qual só Ele pode declarar o pecador justo.</p>
<p>A Epístola aos Romanos divide-se basicamente em três secções:</p>
<ol>
<li>Ensino doutrinário, Capítulos 1-8,</li>
<li>Ensino dispensacional, Capítulos 9-11,</li>
<li>Ensino prático, Capítulos 12-16.</li>
</ol>
<p style="text-align:center;"><strong>O Autor </strong></p>
<p>Paulo, o escritor da epístola aos Romanos, era o homem com as habilitações ideais para escrever esta carta. Um homem de profunda perspicácia intelectual e de notáveis feitos, foi ao mesmo tempo, o chefe dos pecadores, salvo pela graça, o exemplo de tudo o que tinha sido realizado por meio da morte e ressurreição de Cristo. Além disso, no seu passado vivia o legalismo judaico, a cultura grega e a estatura romana que lhe assentavam tão bem para dar a conhecer a mensagem dada por Deus para toda a humanidade.</p>
<p>A confusão teológica na Igreja de hoje é basicamente o resultado da sua rebelião contra a autoridade de Paulo como o apóstolo divinamente nomeado para a actual &#8220;dispensação da graça de Deus&#8221;.</p>
<p>Por alguns, Paulo é referido apenas como um dos apóstolos, por vezes até como um dos doze, embora o registo das Escrituras prove que ele não poderia ter as qualificações necessárias para ser um dos doze (Mateus 19:28, cf. Actos 9:1).</p>
<p>As Escrituras ensinam, sem sombra de dúvida, que o apostolado e mensagem de Paulo são absolutamente únicos e distintos em relação aos dos doze ou de qualquer outro que o precedeu. Isto é o que a cristandade em geral tem ignorado ou recusado aceitar, confundindo assim o programa do Reino de Deus, profetizado nas Escrituras, com o programa do &#8220;Mistério&#8221;, confiado a Paulo para nós, nesta presente dispensação.</p>
<p>As Escrituras enfatizam não só o uso repetido pelo Apóstolo do pronome de primeira pessoa, &#8220;eu&#8221;, &#8220;me&#8221;, &#8220;meu&#8221;, mas também o carácter único do seu apostolado e mensagem. Ignore este facto e confusão é o resultado inevitável; aceite-o e centenas de aparentes contradições na Bíblia desaparecem.</p>
<p>Certamente ninguém, mesmo que superficial-mente familiarizado com o livro dos Actos ou as epístolas de Paulo, vai questionar o facto de que algum tempo depois da comissão de nosso Senhor aos onze e da sua ascensão ao céu, Paulo foi enviado, como apóstolo de Cristo, para proclamar a toda a humanidade &#8220;o evangelho da graça de Deus&#8221; (Actos 20:24).</p>
<p>O Apóstolo inicia e conclui sua Epístola aos Romanos com a afirmação de que sua mensagem é para &#8220;todas as nações&#8221; (Romanos 1:5; 16:26). Considerando que os doze não conseguiram superar sua própria nação no cumprimento da sua comissão de proclamar Cristo como Rei, temos o registo das grandes viagens apostólicas de Paulo entre os gentios. E é escrito por Paulo durante sua estadia em Éfeso &#8220;todos os que habitavam na Ásia [a província da Ásia Menor] ouviram a palavra do Senhor Jesus&#8221; (Actos 19:10). Aos romanos ele escreve &#8220;desde Jerusalém e arredores, até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de Cristo&#8221; (Romanos 15:19), e menciona os seus planos para ir a Espanha (15:24), planos estes que podem bem ter sido realizados entre os seus aprisionamentos em Roma. Mesmo acerca dos seus colaboradores foi dito: &#8220;Estes que tem alvoroçado o mundo, chegaram também aqui&#8221; (Actos 17:6).</p>
<p>Tudo isto lança luz sobre a Epístola aos Romanos e o propósito do apóstolo ao escrevê-la. Com a nova dispensação a ser anunciada, era necessário um tratado completo sobre a natureza de Deus, a queda do homem e o grande plano de Deus para a justificação dos pecadores.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>A Igreja em Roma</strong></p>
<p>Podem muito bem ter sido várias igrejas locais, em Roma, como aquela referida em 16:3-5, mas o Apóstolo dirige sua epístola a &#8220;todos&#8221; os crentes ali, isto é, a toda, a assim chamada, assembleia (1:7).</p>
<p>A actual &#8220;Igreja de Roma&#8221;, a Igreja Católica, atribui a fundação da igreja primitiva ao ministério de Pedro, mas não há a menor evidência nas Escrituras que confirme isso, pelo que nem sequer vamos entrar em detalhes, especialmente visto que as Escrituras afirmam claramente em Gálatas 2:9 que Pedro e os líderes da Judeia acordaram pública e solenemente que iriam desde então limitar o seu ministério a Israel, reconhecendo Paulo como apóstolo designado por Deus para os gentios. Há também alguns que argumentam que Paulo ainda não tinha estado em Roma, na altura em que escreveu a sua epístola, e que portanto deve ser que os crentes da Igreja de Jerusalém tinham chegado até Roma, sob a sua &#8220;grande comissão&#8221;.</p>
<p>Nós não aceitamos isso como válido pelas seguintes razões:</p>
<p><strong>1. </strong>Embora de facto estivessem alguns “forasteiros romanos” presentes em Pentecostes, não há nenhuma evidência de que houve um número significativo destes, ou mesmo de que os presentes se haviam convertido, muito menos de que eles haviam começado uma igreja em Roma. Por outro lado, podemos ler que mais tarde, na grande perseguição em Jerusalém, “todos eles foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria, excepto os apóstolos” (Actos 8:1). Então, em relação a essas mesmas pessoas, lê-se ainda mais tarde:<br />
“E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. E havia entre eles alguns varões cíprios e cirenenses, os quais; entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.” (Actos 11:19, 20)</p>
<p>Quando a Igreja em Jerusalém ouviu acerca disto, enviaram Barnabé para averiguar o que se passava lá e ele foi a Tarso para buscar Saulo, e sob Saulo a igreja de Antioquia tornou-se a base de operações para a evangelização dos gentios, com o &#8220;evangelho da graça de Deus &#8221; (Actos 11:25,26; 14:26,27).</p>
<p><strong>2. </strong>Foi de Antioquia que Paulo, por revelação, foi a Jerusalém para comunicar aos líderes ali &#8220;o   [tal] evangelho&#8221;, que ele tinha pregado entre os gentios (Gálatas 2:2). Desse encontro resultou que eles, os líderes, pela voz de &#8220;Tiago, Cefas [Pedro] e João, &#8221;prometeram limitar o seu ministério somente a Israel, reconhecendo Paulo como o apóstolo dos gentios.</p>
<p>Mesmo naquele “concílio” da Circuncisão, “apóstolos e anciãos&#8221; escreveram sobre os que tinham saído de lá para impor a sua mensagem e programa aos gentios:<br />
“Porquanto ouvimos que alguns que saíram de entre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, não lhes tendo nós dado mandamento” (Actos 15:24).</p>
<p>Como, então, pode a grande Igreja em Roma ter sido estabelecida por crentes convertidos do reino em Jerusalém? Sem dúvida, os crentes de Roma tinham sido ganhos para Cristo através daqueles a quem Paulo havia enviado com o &#8220;Evangelho da graça de Deus&#8221;.</p>
<p><strong>3. </strong>Se os crentes em Roma foram convertidos pelos crentes do reino que haviam regressado a Roma de Jerusalém depois de Pentecostes, como é que nós não encontramos sequer um caso similar em qualquer outra cidade gentia? Será que os convertidos no Pentecostes seguiram todos juntos para Roma e fundaram ali a igreja, ou igrejas, mas não seguiram para Corinto, Éfeso, Tessalónica ou outras? Nestas cidades o apóstolo Paulo foi primeiro às sinagogas judaicas, e quando ele pregou ali o Evangelho era, evidentemente, novidade para seus ouvintes.</p>
<p>Pode parecer, à primeira vista, em Actos 18:24-28 que o caso de Apolo argumenta contra o dito anteriormente, mas não é assim. Apolo, um judeu de Alexandria, conhecia &#8220;somente o baptismo de João&#8221; (verso 25), que havia anunciado que Cristo estava para vir (19:4), e Apolo tinha só &#8220;começado&#8221; a falar ousadamente na sinagoga quando Áquila e Príscila o encontraram (18:26). É evidente, portanto, que ele não tinha estabelecido qualquer igreja cristã em Éfeso.</p>
<p><strong>4. </strong>Três dias depois de Paulo ter chegado a Roma, ele “convocou os principais dos judeus” ali. Esta fraseologia já demonstra um considerável prestígio por parte de Paulo. Esses homens em seguida pediram a Paulo para explicar a doutrina que ele pregava, “porque,” eles disseram, “quanto a esta seita, notório nos é que em toda a parte se fala contra ela.” (Actos 28:22).</p>
<p>Porquê este interesse em Paulo e sua mensagem, se a igreja, ou igrejas, em Roma tinham sido fundadas por alguns dos seus, que haviam regressado a Roma, de Jerusalém?</p>
<p>A frase “em toda parte [esta seita] se fala contra”, recorda-nos a acusação feita contra Paulo pelos judeus, quando ele estava diante de Félix (Actos 24:5). Nessa altura não eram Pedro e seus companheiros que estavam por toda parte a sofrer oposição e perseguição, mas sim Paulo. Mesmo uma leitura ligeira dos Actos deixa isso bem claro. Em Actos 8:1 encontramos os crentes messiânicos sendo dispersos de Jerusalém, mas em Actos 15 a maioria deles, evidentemente, já tinha regressado, e por esse tempo a igreja era tão forte que os seguidores do Messias podiam organizar os seus próprios “Concílios” em Jerusalém, sem grande oposição. Assim, mais algum tempo e chegamos a Actos 28, e já não é a mensagem dos doze, mas a mensagem de Paulo, que está reunindo oposição por todo o lado.</p>
<p>Não negamos que alguns judeus que haviam regressado a Jerusalém podem ter dito a seus irmãos de Roma o que tinha acontecido lá, e como o Rei crucificado estava, de facto, vivo, mas por esta altura até Pedro tinha aprendido muito da mensagem de Paulo e tinha aprovado (Gálatas 2:1-9; Cf. Actos 15:11), de modo que agora Paulo era a figura dominante no mundo religioso.</p>
<p><strong>5. </strong>Embora houvesse, é claro, alguns irmãos judeus na Igreja de Roma, esta era composta predominantemente por gentios na carne. Em Romanos 1:13 o Apóstolo diz quantas vezes ele tinha proposto ir a Roma, que ele poderia ter frutos entre eles, “mesmo entre os demais gentios&#8221;, e em 11:13, temos esta afirmação:<br />
“Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, glorificarei o meu ministério.”</p>
<p><strong>6.</strong> A atitude dos crentes de Roma em relação a Paulo testemunha a favor do argumento de que ele, através de seus emissários, havia fundado a igreja ali. Aqui podemos citar o famoso teólogo francês, Godet, na sua Introdução à Epístola aos Romanos.<br />
&#8220;O facto mais significativo está descrito na primeira parte de Actos 28. Ao ouvirem acerca da chegada de Paulo, os irmãos que residem em Roma apressam-se em encontrá-lo e recebê-lo com um afecto que aumenta a sua coragem. Isto não prova que já foi amado e respeitado como seu pai espiritual, e que, consequentemente, seu cristianismo passou directa ou indirectamente, das igrejas fundadas por Paulo na Grécia e na Ásia, em vez da igreja judaico-cristã de Jerusalém? &#8220;</p>
<p><strong>7.</strong> A descrição acima é ainda mais enfatizada pelo facto de que Romanos 16 indica claramente que ele já tinha muitos queridos amigos pessoais em Roma. Neste capítulo ele menciona mais de vinte e cinco destes, além de algumas famílias! Alguns destes vieram a conhecer a Cristo através do seu ministério e depois viajaram para Roma.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Momento de Escrita</strong></p>
<p>A grande oferta das igrejas dos gentios &#8220;aos pobres de entre os santos que estão em Jerusalém&#8221; já tinha sido concluída e Paulo estava a caminho com outros para entregá-la aos líderes. Isto é evidente em Romanos 15:25,26:<br />
“Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos. Porque pareceu bem à Macedónia e à Acaia fazerem uma colecta para os pobres de entre os santos que estão em Jerusalém.”</p>
<p>Nós sabemos que nesta viagem ele passaria por Corinto (I aos Coríntios 16:3-5) e terá sido ali que ele escreveu a Epístola aos Romanos. O envio de saudações do Apóstolo aos crentes em Roma por parte de crentes de Corinto parece corroborar esta informação.</p>
<p>Por exemplo, em Romanos 16:23 ele envia saudações de Gaio, seu anfitrião, e I aos Coríntios 1:14 indica que Gaio era de Corinto. Em seguida, no mesmo versículo, ele também envia saudações de Erasto, o procurador da cidade, e II Timóteo 4:20, posteriormente, indica que Erasto tinha estado em Corinto.</p>
<p>É claro que a epístola foi entregue pessoalmente aos cristãos de Roma por Febe, uma mulher de Corinto, que tinha negócios em Roma (Romanos 16:1-2). Assim Deus, em Sua graça, confiou o mais valioso de todos os manuscritos sagrados na mão frágil de uma mulher; protegida, é claro, pela Sua Poderosa mão. </p>
<p>(por Cornelius Stam)</p>
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