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A nossa unidade em Cristo (A Glória de um só Baptismo) – Parte 1 Outubro 9, 2009

Posted by David Costa in Estudos.
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“Ou não sabeis que todos quantos fomos baptizados em Jesus Cristo fomos baptizados na sua morte?” Romanos 6.3

Para ajudar os nossos leitores a compreender o alvo principal deste artigo, juntamos o seu título e subtítulo na seguinte inversão:

A Sua identificação connosco
baptismo1
A nossa identificação com Ele
baptismo2

Se considerarmos estas comparações nesta inversão, poderemos observar que assim como o Senhor Jesus Cristo morreu a nossa morte, agora nós crentes vivemos a Sua vida. Assim como Ele foi feito um connosco, agora nós somos feitos um com Ele, pelo “um só baptismo” divino acerca do qual o Apóstolo Paulo tem tanto para dizer.

Muitos dos nossos irmãos que crêem que o baptismo na agua esta incluído no programa de Deus para hoje são muito defensivos acerca dos seus pontos de vista sobre o baptismo. Eles podem discutir as suas opiniões divergentes entre eles, mas entre eles e aqueles que não crêem na necessidade do baptismo para hoje, o assunto não é discutido de forma aberta! Isto acontece, em parte porque os primeiros se apoiam profundamente na tradição, a qual tantas vezes torna vã a Palavra de Deus. Mas também se deve, em parte, ao facto de outros, que vieram a compreender a simples solução baseada nas Escrituras para esta questão doutrinária, por vezes se terem tornado presunçosos devido ao seu conhecimento. Eles arreliam, ou mesmo ridicularizam, aqueles que ainda não compreendem tal verdade. Ambas as atitudes são da carne e deveriam ser abandonadas.

Contudo, não pretendemos de modo algum neutralizar a importância da questão do baptismo e desejamos sinceramente que todos os nossos irmãos em Cristo possam ver claramente a glória de “um só baptismo” de Efésios 4.5.

A identificação de nosso Senhor connosco

A. O Seu Baptismo na Nossa Raça (Participante da Natureza Humana)

Alguma vez pensaste no nascimento do nosso Senhor na raça humana como um baptismo? Foi exactamente isso; o começo do “um só baptismo” pelo qual o nosso bendito Senhor e nós fomos feitos um.

É um erro supor que baptismo, nas Escrituras, refere-se sempre a baptismo na água. De facto, a própria palavra refere-se a uma completa e profunda identificação. Baptismo na água, quando em vigor, simbolizava uma limpeza cuidadosa, mas as Escrituras também falam de outros baptismos. Para alcançarmos o sentido e o uso desta palavra claramente firmada nas nossas mentes, consideremos duas passagens das epístolas de Paulo: “Pois todos nós fomos baptizados em um Espírito, formando um corpo.” (I Coríntios 12.13)

Esta passagem fala claramente da fusão de crentes no Corpo de Cristo como um todo, de modo que são agora parte desse Corpo.
“Porque todos quantos fostes baptizados em Cristo, já vos revestistes de Cristo.” (Gálatas 3.27)

Consideremos como as expressões “baptizados em Cristo” e “revestistes de Cristo” aparecem ligadas. Também aqui o pensamento é o da identificação completa do crente com Cristo, para que ele e Cristo sejam agora um (Ver também I Coríntios 12.12,27).

Assim, enquanto a palavra “baptismo” em particular não seja usada quando a Palavra de Deus fala da encarnação do nosso Senhor, esta verdade está certamente lá. Na Sua encarnação, o nosso Senhor não veio a esta terra meramente para estar connosco. Mais propriamente, Ele nasceu na raça humana para se tornar um de nós. Tem sido bem dito que o Filho de Deus se tornou no Filho do homem para que os filhos dos homens se pudessem tornar filhos de Deus. O nosso Senhor foi baptizado na raça humana, nascido de uma virgem, “em semelhança da carne do pecado” (Romanos 8.3), “em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hebreus 4.15).

Não pretendemos sugerir que Ele renunciou à Sua divindade enquanto aqui na terra, mas antes que Ele foi verdadeiramente homem bem como verdadeiramente Deus. Lucas, “o médico amado”, é quem tem mais a dizer acerca do baptismo do Senhor na raça humana e, no seu registo do ministério terreno de Cristo, prova fora de dúvida que Ele foi participante da natureza humana, à excepção do pecado.

B. O Seu Baptismo na Nossa Culpa. (Contado com os Transgressores)

O baptismo de João foi, indiscutivelmente, um baptismo de arrependimento e confissão de pecados. Há uma grande quantidade de passagens bíblicas para fundamentar esta afirmação, mas citamos apenas uma que é suficientemente clara: “Apareceu João baptizando no deserto e pregando o baptismo de arrependimento, para remissão de pecados. E toda a província da Judeia e todos os habitantes de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram baptizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados” (Marcos 1.4,5).

À luz deste facto, não é estranho ler em Mateus 3.13: “Então, veio Jesus da Galileia ter com João junto do Jordão, para ser baptizado por ele.”

Porque deveria o santo Filho de Deus ser baptizado? Ele não tinha pecados para confessar. Ele não tinha nada de que se arrepender. Ele não precisava de ser purificado. Os judeus esperavam que o Messias baptizasse e não que fosse baptizado. É por isso que perguntaram a João: “Por que baptizas tu, se não és o Cristo…?” (João 1.25).
Não é de estranhar que João, muito embaraçado com a vinda do nosso Senhor para ser baptizado, “… opunha se lhe, dizendo: ‘Eu careço de ser baptizado por Ti, e vens Tu a mim?’ ” (Mateus 3-14).
Mas o Senhor insistiu, dizendo: “ ‘…Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça.’ ” (Mateus 3.15)

Obviamente, o nosso Senhor não queria dizer que este baptismo, em si mesmo, cumpriria toda a justiça, mas simplesmente que esta seria uma das coisas necessárias para o cumprimento de toda a justiça.
Mas porque seria o baptismo na água de nosso Senhor necessário para o cumprimento de toda a justiça? Por uma razão muito importante, relacionada com o facto de que este baptismo era uma confissão de pecados.

Visto que o nosso Senhor não tinha pecados para confessar, só pode haver uma razão pela qual Ele se submeteu ao baptismo. Ele estava a identificar se com os pecadores. Para “cumprir toda a justiça” e resolver a questão entre Deus e o homem, Ele deveria ser “contado com os transgressores”, confessando os pecados peles como Seus e suportar a sua vergonha e desgraça.

Este foi o segundo degrau na identificação do nosso Senhor connosco; parte integrante do “um só baptismo” de Efésios 4.5, embora ainda não revelado como tal.

Mas houve um terceiro degrau; um baptismo que o identificaria connosco muito mais intimamente do que o Seus baptismo na raça humana e o Seu baptismo na nossa culpa.

C. O Seu Baptismo na nossa Morte. (A Nossa Morte Feita Sua)

Algum tempo depois do baptismo na água do nosso Senhor, Ele disse aos Seus discípulos: “Importa, porém, que eu seja baptizado com um certo baptismo, e como me angustio[iv] até que venha a cumprir-se!” (Lucas 12.50).

À luz de Marcos 10.38,39, e tendo em conta que Ele já tinha sido baptizado com água, é evidente que o nosso Senhor referia-se aqui ao Seu baptismo na morte na cruz, que ocorreria em breve. Vejamos como age perante Pilatos: “E, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. Disse-Lhe então Pilatos: ‘Não ouves quanto testificam contra Ti?’ E nem uma palavra lhe respondeu, de sorte que o presidente estava muito maravilhado.” (Mateus 27.12-14) Mas, por que não respondeu? Ele não era culpado de todos aqueles crimes. Ele poderia ter colocado os seus acusadores numa situação embaraçosa, expondo naquela hora os seus pecados.
Ah, mas Ele estava carregando voluntariamente a culpa dos seus pecados, bem como os meus e os teus. Ao estar ali, em silêncio e condenado em nosso lugar, Ele prosseguiu com o Seu propósito até ao fim.

Ele tinha se identificado com os homens para os salvar. Ele tinha sido contado com os transgressores na confissão de pecados; agora Ele foi contado com eles no pagamento da sua pena, morrendo na cruz entre dois ladrões, para “aniquilar o pecado pelo sacrifício de Si mesmo.”

Este era o baptismo que o levou a usar expressões como: “Como Me angustio até que venha a cumprir-se!”, “Agora a Minha alma está perturbada.”, “Meu Pai, se é possível, passa de Mim este cálice.” Este era o baptismo que o deixou “cheio de tristeza” e fez com que suasse “grandes gotas de sangue”, tendo finalmente proferido aquele horrendo clamor: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?”
A morte de cruz! Foi este o culminar do Seu baptismo na raça humana. Como é triste que milhares de líderes religiosos estejam a levar os seus ouvintes por um caminho errado pelos seus falsos ensinamentos acerca de Jesus de Nazaré e do Homem da Galileia, supondo que Ele veio ao mundo para nos mostrar como viver, quando a Palavra de Deus afirma claramente que “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores”, que Ele “se deu a Si mesmo em preço de REDENÇÃO por todos, para servir de testemunho a seu tempo” através do apóstolo Paulo, o principal dos pecadores (I Timóteo 1.15, 2.6,7).

Mas isto não é ainda a história completa de “um só baptismo”. Tal como o nosso Senhor Se identificou voluntariamente connosco, pecadores, também nós devemos, por um acto de fé, identificarmo-nos com Ele. Só há um lugar onde isso pode ser feito: no Calvário!

(por Cornelius R. Stam)

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