jump to navigation

A nossa unidade em Cristo (A Glória de um só Baptismo) – Parte 2 Outubro 10, 2009

Posted by David Costa in Estudos.
trackback

Antes de continuarmos com o resto do artigo, consideremos mais uma vez o diagrama apresentado na Parte 1 deste artigo.

A Sua identificação connosco
baptismo1
A nossa identificação com Ele
baptismo2

A nossa identificação com Cristo

C. O Nosso Baptismo na Sua Morte (A Sua Morte Feita Nossa)

Como a Palavra de Deus através de Paulo profere ainda a sua repreensão àqueles que minimizam o carácter e valor da morte de Cristo no Calvário, e que assim não conseguem compreender como os crentes são “baptizados em Jesus Cristo”! Com um claro tom de reprovação, o apóstolo pergunta: “Ou não sabeis que todos quantos fomos baptizados em Jesus Cristo, fomos baptizados na sua morte?” (Romanos 6.3).

O seu significado é bastante simples. É apenas quando nos tornamos um com Cristo na sua morte que nos tornamos um com Ele. O Calvário é sempre o ponto de encontro entre Deus e o pecador que queira ser salvo. Tal como o nosso Senhor foi ao Calvário para morrer a nossa morte, assim nós temos de ir ao Calvário e reconhecer em fé: “Esta não é a Sua morte. ‘A alma que pecar… essa morrerá’, ‘O pecado, sendo consumado, gera a morte.’ ‘O salário do pecado é a morte.’ Mas Ele não é pecador. Ele está a morrer a minha morte, e eu creio e com gratidão aceito o Seu amor e graça, reconhecendo-o como meu Senhor e Salvador.”

Só quando colocamos a nossa confiança Naquele que morreu a nossa morte é que nós somos baptizados na Sua morte, tornando-se nossa essa morte, preço de redenção completamente pago. E só assim nos tornamos um com Ele, “baptizados em Jesus Cristo”. Nenhum homem alguma vez foi “baptizado em Jesus Cristo” sem ter sido “baptizado na Sua morte”.

É assim que o apóstolo Paulo via de forma consistente a morte de Cristo na sua relação com o crente. “Sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado…” (Romanos 6.6). “Estou crucificado com Cristo…” (Gálatas 2.20). “Crucificado com Cristo”! “Baptizado na Sua morte”! Que gloriosa verdade de conhecer e abraçar.

B. O Nosso Baptismo na Sua Justiça (Contados Com os Santos)

Não resulta daqui que, tal como Cristo foi baptizado na nossa culpa, também nós fomos baptizados na Sua justiça? Não cumpriu ele toda a justiça no Seus pagamento pelos nossos pecados? E não é a Sua justiça agora nossa, visto que fomos “baptizados em Jesus Cristo”, o Justo? Era isto que o apóstolo tinha em mente quando escreveu por inspiração: “Jesus Cristo… para nós foi feito… justiça…” (I Coríntios 1.30). “… pela obediência de um, muitos serão feitos justos” (Romanos 5.19). “… novo homem… é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4.24). “Àquele que não conheceu pecado, O fez pecado por nós; para que, nEle, fossemos feitos justiça de Deus” (II Coríntios 5.21).

É isto que a Igreja de Roma não consegue ver. Segundo os ensinamentos de Roma, apenas aqueles que já estiverem mortos há centenas de anos é que se podem tornar santos. Mas a Palavra de Deus ensina que, tal como o nosso Senhor assumiu a nossa culpa, nós que cremos recebemos a Sua justiça, aqui e agora. Tal como Ele foi “contado com os transgressores”, nós somos agora contados com os santos! Deus vê-nos, não na nossa própria pobreza, mas “em Cristo”. Só isto explica como o apóstolo poderia escrever aos débeis crentes dos seus dias, mesmo aos descuidados Coríntios, como “santificados em Cristo Jesus, chamados santos. (I Coríntios 1.2). O apóstolo chamou a si mesmo “o mínimo de todos os santos” (Efésios 3.8), o que indica que, embora tivesse sido um perseguidor da Igreja, ainda assim se considerava um santo. Isto é assim porque a santidade depende, não da nossa conduta, mas da nossa posição perante Deus, e o mais humilde dos crentes é um santo aos olhos de Deus porque Deus o vê “em Cristo”. Poderia haver maior incentivo para O amar e viver para Ele?

A. O Nosso Baptismo em Cristo (Participantes da Natureza Divina)

Como vimos, aqueles que foram baptizados na morte de Cristo (o Seu justo pagamento pelo pecado), foram assim baptizados em Cristo. Tornaram-se um com ele na Sua morte. Foi este o ponto de contacto.
Não resulta daqui que, como Cristo ressuscitou de entre os mortos e ascendeu à mão direita do Pai, “acima de todos”, a sua ressurreição e ascensão são, de igual forma, a nossa ressurreição e ascensão, e que agora temos nEle lugar à mão direita de Deus?

Quando Pedro escreve a sua segunda epístola sobre “graça multiplicada” (1.2) e “grandíssimas e preciosas promessas” pelas quais os crentes são feitos “participantes da natureza divina” (1.4), não cremos que se refira a promessas do reino. Cremos que ele recebeu isto de Paulo, como II Pedro 3.15-18 indica.

Certamente só aqueles “baptizados em Jesus Cristo” podem agora ser “participantes da natureza divina” e da posição divina que é nossa no ressuscitado e glorificado Senhor. Vê o que o apóstolo Paulo tem a dizer sobre isto: “… todos quantos fomos baptizados em Jesus Cristo fomos baptizados na sua morte. De sorte que fomos sepultados com ele pelo baptismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6.3-4).

Não é isto ser participante da natureza divina e viver a vida ressurrecta de Cristo? “Porque nEle habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E estais perfeitos nEle, que é a cabeça de todo principado e potestade; No Qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo da carne: a circuncisão de Cristo. Sepultados com Ele no baptismo, nEle também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que O ressuscitou dos mortos” (Colossenses 2.9-12). (Nota: não “sepultados como Ele” , mas sim “sepultados com Ele”)

Aqui também o crente é visto sair em vida ressurrecta com Cristo.
“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Efésios 2.4-6).

Estes são alguns dos resultados gloriosos do nosso baptismo na morte de Cristo. Ao tornarmo nos um com Ele na Sua morte, tornamo nos um com Ele e assim saímos com Ele para a vida ressurrecta e glória celestial! Este é o “um só baptismo” que tanto diz a nós que reconhecemos o carácter distinto da revelação dada a Paulo para os crentes de hoje. Que Deus nos ajude a apropriar e gozar das ricas bênçãos espirituais que estão ligadas a este “um só baptismo”. Isto não retirará a nossa estima pelo nascimento de Cristo. Antes irá aprofundar a nossa estima por este maravilhoso acontecimento através do qual Cristo foi baptizado na humanidade e isto levar nos á a alegrarmo nos ainda mais na Sua vitória sobre pecado e morte e a sua exaltação “acima de todos”.

Já não conhecemos o nosso Senhor
Como “o Homem da Galileia”.
Agora exaltado no mais alto dos céus
À mão direita de Deus Ele está.
Ainda assim, lembramo nos bem
De que para nos fazer um com Ele
Ele veio como Filho do homem para morrer
Neste escuro mundo de pecado.
Baptizado na raça humana,
Baptizado na nossa morte,
Ele tomou as nossas culpas sobre Si
Suportando a vergonha e a ira.
Por isso agora, pela fé em Cristo apenas
No Céu tomamos o nosso lugar
Para sempre justificados do pecado,
Somos os troféus da Sua graça.

(por Cornelius R. Stam)

Anúncios

Comentários»

No comments yet — be the first.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: