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Epístola aos Romanos – Capítulo 1 Dezembro 30, 2009

Posted by David Costa in Epístola aos Romanos.
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A Epístola aos Romanos começa com uma apresentação de seu autor e qual a sua mensagem. Paulo apresenta-se como um servo, ou escravo, de Jesus Cristo, tendo sido chamado para apóstolo, para comunicar as boas novas, o evangelho de Deus.

Ao lermos a palavra “apóstolo”, podemos pensar que Paulo tinha sido chamado para ser um dos 12 apóstolos. Mas lembremo-nos que Matias tinha sido divinamente escolhido para substituir Judas, para fazer parte do grupo dos 12 apóstolos. Na verdade Paulo não preenchia os requisitos para ser um dos 12 apóstolos, pois lemos em Actos 1:21-22, quando os 11 apóstolos procuravam um substituto para Judas os requisitos eram:

“É necessário pois, que, dos varões que conviveram connosco, todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu entre nós, começando desde o baptismo de João, até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça connosco testemunha da sua ressurreição.”

Paulo claramente não seguiu Cristo, durante o seu ministério terreno. Pelo contrário! Após o Pentecostes, Paulo era o maior inimigo de Cristo na terra.

Sendo assim, Paulo foi chamado para ser outro tipo de apóstolo, isto é, um apóstolo com uma mensagem nova de Deus, um evangelho diferente do evangelho que os 12 apóstolos anunciavam.

E que evangelho é este, que mensagem é esta? Lemos a partir do versículo 3:

“Acerca de Seu Filho, que nasceu da descendência de David, segundo a carne, declarado Filho de Deus, em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos – Jesus Cristo, nosso Senhor. Pelo qual (Cristo) recebemos a graça e o apostolado, para obediência de fé, entre todas as gentes pelo Seu nome. Entre as quais sois, também, vós chamados, para serdes de Jesus Cristo.” (Romanos 1:3-6)

Paulo foi chamado a proclamar “acerca do Filho de Deus, Jesus Cristo, nosso Senhor”. Em todas as suas epístolas, o tema principal é “Cristo”, e várias vezes Paulo claramente afirma que prega Cristo. Paulo não foi chamado por Deus para anunciar um novo conjunto de leis, um novo conjunto de princípios morais de como devemos viver, ou um conjunto de promessas de prosperidade material. Paulo foi chamado a anunciar Cristo.

Voltando um pouco atrás, no versículo 2, temos uma frase que pode gerar alguma controvérsia relativamente à singularidade do apostolado de Paulo e a “novidade” do seu evangelho:

“O qual antes havia prometido pelos Seus profetas, nas santas escrituras…”.

Em relação ao princípio do versículo 2, no tocante à expressão “o qual”, há duas vertentes em relação ao que se refere “o qual”. Uma delas é a de que “o qual” se refere a Deus, tomando assim o versículo o sentido que de Deus “havia prometido… acerca de seu Filho”. A segunda vertente é de que “o qual” se refere ao evangelho de Deus, que Paulo refere no versículo 1.

A expressão “o qual” na versão original em Grego é o artigo “hos”, que pode referir-se a “quem”, “o que”, “o qual”, “de quem”. Daí encontrarmos as duas vertentes mencionadas no parágrafo anterior.

Poderemos pensar, ao ler este versículo, que o evangelho que Paulo anunciava, afinal tinha sido profetizado no passado. Mas esta ideia entra em contradição com o que Paulo claramente afirma na conclusão desta Epístola aos Romanos:

“Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto, mas que se manifestou agora.” (Romanos 16:25).

Sendo assim, a vertente que parece estar mais perto da ideia original das palavras de Paulo é que Deus havia revelado pelas palavras dos profetas do Velho Testamento acerca do Messias. De facto nos versículos 3 e 4, o que lemos é um resumo do que estes profetas haviam escrito sobre o Cristo. Neste resumo não há nenhuma informação nova, pelo que não parece fazer sentido associá-lo ao (novo) evangelho de Paulo. Paulo aqui associa o Cristo da Profecia ao Cristo do Mistério, à semelhança do que ele fazia quando pregava Cristo nas sinagogas. Esta interpretação que fazemos não é para encaixar no que cremos, mas é a única que é coerente.

Existem algumas traduções da Bíblia (em outras línguas ou mesmo em Português) que transmitem a ideia de que “o qual” se refere ao evangelho. Isso acontece porque as pessoas que trabalharam nessas traduções seguiam a ideia dominante de que a mensagem de Paulo já vinha sendo profetizada desde Génesis 3:15. Tais traduções induzem as pessoas em erro.

A nossa versão em Português, de João Ferreira de Almeida (Revista e Corrigida), é feliz neste versículo em particular, não induzindo em erro, visto que não força uma interpretação, como acontece em outras.

A quem se destina esta Epístola e qual a sua mensagem?

O versículo 7 é muito importante! Paulo escreve a todos os crentes que estão em Roma, que são amados de Deus, chamados santos. Todo o crente, todo o amado de Deus, salvo por Jesus Cristo, é chamado “santo”, não por causa das suas boas obras, mas porque Deus o chama, o declara “santo”, com base na obra da Cruz, efectuada por Cristo.

Na segunda parte do versículo encontramos não uma saudação “espiritual” de Paulo para os crentes de Roma, mas sim o âmago da mensagem que Deus tem para eles, e para todos nós hoje:

“Graça e Paz, de Deus, nosso Pai, e do nosso Senhor Jesus Cristo.”

Paulo proclama que Deus oferece agora Graça e Paz a todo o homem. Deus oferece a Sua Graça, oferecendo ao homem salvação, pelo Senhor Jesus Cristo. E oferece Paz ao homem, não derramando a Sua ira sobre o mundo e todo o homem, que estava profetizado para acontecer após o Pentecostes, tal como lemos em Actos 2:16-20. Deus adia a sua “declaração de guerra” para com o homem, para proclamar Paz.

A fé dos crentes em Roma e o desejo de Paulo os visitar

É de notar como os crentes em Roma eram fiéis e a sua fé em Cristo já era reconhecida pelo mundo fora, apesar de Paulo não ter visitado estes crentes até então. Daí Paulo ter um desejo muito forte de os visitar, e continuamente orar por eles e por uma oportunidade de os visitar.

Com que objectivo pretendia Paulo os visitar? Seria para “ter comunhão com eles”, como costumamos dizer no nosso meio? Seria para “adorar e louvar a Deus” junto com eles? Não! Paulo queria lhes “comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados” (v. 11).

Mas afinal o que são estes “dons espirituais”? Será algum “dom espiritual” de profecia, de cura, de línguas, ou de algo desse género, como era comum no Evangelho do Reino, anunciado pelos 12 apóstolos? Consideremos mais abaixo o versículo 15:
“E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar, o evangelho, a vós que estais em Roma.”

O que Paulo queria comunicar era o Evangelho, nada mais que o Evangelho. É esse o dom espiritual que Paulo queria comunicar aos crentes em Roma. A motivação de Paulo era Poder anunciar e explicar o Evangelho que Deus tinha entregue ao apóstolo Paulo, para assim estes crentes poderem ser confortados. E assim Paulo ser consolado também, ao ver que estes crentes compreendiam e criam no mesmo evangelho.

E Paulo não se envergonha deste evangelho, não se envergonha de Cristo. Isto em claro contraste com a nação de Israel, que rejeitou Cristo enquanto nação, tendo Cristo lhe sido oferecido como Messias, como seu Rei. Mas agora, Paulo anuncia Cristo, “poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”. Não só para o Judeu, como primeiramente Cristo foi anunciado, “oferecido” à nação de Israel, mas também para o grego, para o gentio. Isto é, Cristo para Salvação de todo o homem.

Umas das razões pelas quais Paulo não se envergonhava do evangelho de Cristo era porque nele se vê a Justiça de Deus, não só a sua Graça e Misericórdia, mas a sua Justiça perfeita (v. 17). Deus não baixou os seus padrões de Justiça com o evangelho da graça, ao oferecer Salvação pela Fé a todo o homem. Paulo claramente afirma mais à frente neste epístola:

“Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.” (Romanos 3:31)

A queda do homem

Na segunda parte do capítulo 1, o Apóstolo Paulo apresenta uma análise da condição do homem perante Deus, e é surpreendente seguir a progressão, a queda do homem passo a passo.

O versículo 18 começa com uma introdução aos versículos que se seguem:

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.”

É de notar que este versículo não avisa acerca da ira que está para vir, mas sim acerca da ira que agora está a ser manifestada do céu. Mediante os versículos que vamos considerar de seguida, estou convicto que esta ira que se manifesta no presente, é a ira que Deus revela cada dia pelos frutos que a conduta do homem traz sobre si próprio. Consideremos os passos da degradação espiritual do homem, e compreenderemos melhor esta ideia.

Lemos no versículo 19 que “o que de Deus se pode conhecer, neles”, nos homens, “se manifesta, porque Deus lho manifestou”. Isto claramente não se refere a tudo o que se pode conhecer acerca de Deus, porque até lemos em I aos Coríntios 2:10-11:

“Mas Deus no-las revelou pelo Seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim, também, ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.” 

O versículo 19 refere-se ao conhecimento que o homem naturalmente pode ter de Deus. Gravado na natureza humana, está o conhecimento, como por instinto, que Deus existe. E as “coisas invisíveis” de Deus, o Seu eterno poder e a sua divindade podem claramente ser compreendidos pelo homem, ao considerar o mundo e a natureza, isto é, as coisas que foram criadas por Deus. Tudo possui a marca de Deus.

Daí Paulo afirmar, no fim do versículo 20, que nenhum homem tem desculpa, é inescusável, pois a compreensão que Deus existe e acerca da sua divindade e poder, podem ser reconhecidos, ao alcance de qualquer homem, pela Criação.

Seguidamente encontramos no versículo 21 o primeiro passo histórico da descida à depravação do homem. Apesar de o homem conhecer Deus no passado, compreender que Deus existe, que é o criador e o todo-poderoso Deus, o homem escolheu não dar glória a Deus, não reconhecer a sua glória e poder, não reconhecer as suas obras e dádivas como sendo dignas de acções de graças. E na verdade o homem se corrompeu nos seus pensamentos (“em seus discursos”), e o seu coração insensato, por não reconhecer Deus, ainda mais se obscureceu.

Achando-se sábios, segundo o conhecimento, capacidade e sabedoria humanos, na verdade aos olhos de Deus, não passam de loucos, ignorantes, estúpidos e néscios.
Chegamos ao segundo passo histórico da queda do homem, que na verdade traduz-se numa série de quatro passos.

Na sua tentativa de adorar a Deus, segundo a sabedoria e ideias humanas, o homem mudou, corrompeu a glória de Deus, ser incorruptível, fazendo representações em ouro e prata de seres e coisas corruptíveis, que considerava serem Deus. Assim começou por imagens de homens, depois de aves, seguidamente de quadrúpedes até criar imagens de répteis, uma clara diminuta aberração do que Deus é no seu Ser.
Até Israel, o povo escolhido de Deus, que conhecia a Deus e tinha recebido a Sua lei, muitas vezes adorou outros deuses e imagens de deuses, sob a forma de homem e animais (como lemos em Êxodo 32).

Sendo assim, chegado o homem a este ponto, lemos no versículo 24 que Deus o “entregou”, no versículo 26 que Deus o “abandonou”, e mais uma vez no versículo 28, Deus o “entregou”.

Perante a corrupção espiritual do homem, Deus deixa, abandona, entrega o homem aos desejos do seu coração e aos seus pensamentos corruptos. Assim como o homem corrompeu a glória de Deus, corrompeu assim também a sua própria “glória”, as suas próprias funções naturais (“mudaram o uso natural”), “contrário à sua própria natureza” (v.26). Na verdade o homem trouxe sobre si próprio toda a perversão sexual, apesar de na aparência humana, parecer um ser intelectual, sábio e poderoso. Basta lembrarmo-nos dos impérios Babilónio, Grego e Romano, cheios de poder, glória, arte, ciência, filosofia e conhecimento, e quão corruptos se tornaram na área sexual.

Tal como lemos no versículo 28, isto é consequência de o homem não querer nada com Deus. Mas não pensemos que a corrupção do homem é culpa de Deus, pois Deus o “entregou” e o “abandonou”. Não é esse o sentido de tais expressões!

O homem longe de Deus só lhe espera a corrupção, ir de mal a pior moralmente falando, até ao ponto de desonrar tudo o que tem de precioso naturalmente. Deus concede ao homem o que o homem quer. Deus não força ninguém a adorá-lo, a reconhece-lo como Deus. Deus na verdade é longânimo, e espera que o homem venha a “despertar”, mas ele concede ao homem a sua vontade própria, mesmo que isso seja não querer nada com Deus. Mas as consequências são visíveis – a corrupção e degradação moral do homem.

E sem intervenção divina, em que se converte o homem? Que frutos traz ele sobre si próprio? De que forma se manifesta então a ira de Deus diariamente? Temos uma longa lista nos versículos 29 a 31:

“Estando cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detractores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia.”

E apos lermos esta lista, vemos no versículo seguinte que o homem conhecendo em seu coração a justiça de Deus, que um dia o castigo cairá sobre si por cometer tais coisas, não só continua a praticá-las, como louva e incentiva (consente) os outros que as fazem também. Na verdade vemos isso claramente na nossa sociedade, quando muitas vezes o corrupto é adorado e louvado, o criminoso chamado de herói, o enganador é imitado e respeitado… e por aí adiante. Na verdade o homem no seu coração e alma encontra-se completamente corrompido.

(por David Costa e Daniel Ferreira)

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O Cristo do Natal Dezembro 24, 2009

Posted by David Costa in Geral.
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O Principe da Paz – O Rei da Glória
Ao lermos o nono capítulo de Isaías, compreendemos que o Cristo do Natal, ao qual é chamado ali de “Maravilhoso” e “Deus Poderoso”, ainda está para ser o “Principe da Paz” no seu trono terreno. No Salmo 24, Cristo é chamado “o Rei da Glória”.

De acordo com o apóstolo Pedro, quando os governantes deste mundo crucificaram Cristo, eles mataram “o Príncipe da Vida” (Actos 3:14 e 15). O apóstolo Paulo refere que os governantes deste mundo crucificaram “O Senhor da Glória” (I Coríntios 2:8).
Posteriormente o apóstolo Paulo escreve acerca da vinda de Cristo usando a mesma linguagem, em I Timóteo 6:14-16, “à aparição do nosso Senhor Jesus Cristo, a qual, a seu tempo, mostrará o bem-aventurado e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores.”

Entretanto encontramos esta maravilhosa mensagem para a raça humana, não só para o dia de Natal, mas para todos os dias, todas as horas e todos o momentos de todos os anos: “Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Romanos 5:1)

Apesar de podermos estar a gozar de prosperidade material, de saúde, e termos os nossos familiares e amigos chegados à nossa volta, durante esta época festiva, não é possível gozarmos de verdadeira e genuína alegria, se não tivermos Cristo em nós, esperança de glória, e se não compreendermos que Deus, por intermédio de Cristo, perdoou todos os nossos pecados. Esta é a mensagem que encontramos em:

“Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória.” (Colossences 1:27)

“Antes sede uns para com os outros, benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também, Deus vos perdoou em Cristo.” (Efésios 4:32)

“Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si, no Amado; Em quem temos a redenção pelo seu sangue, e remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça.” (Efésios 1:6-7)

Gabriel e a virgem Maria
Quando o anjo Gabriel anunciou à virgem Maria que ela iria conceber e dar à luz um Filho, e o chamaria de Jesus, ele disse também: “Este será grande, e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de David, seu pai; e reinará eternamente na casa de Jacob, e o seu reino não terá fim.” (Lucas 1:26-33).

E então o menino, Jesus, concebido pelo Espírito Santo, nasceu à virgem Maria na cidade de Belém (Lucas 2:1-7). Tal aconteceu em cumprimento do que estava profetizado em Isaías 7:14 (“Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel”) e em Miquéas 5:2 (“E tu, Beth-leém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”). E então segui-se a mensagem do Senhor, “Paz na Terra… Boa vontade para com os homens” (Lucas 2:14).

Os seus não o receberam
No Evangelho de João, capítulo 1 e versículo 11, lemos que Cristo veio para os que eram seus, e os seus não o receberam. Os seus concidadãos o odiaram e lhe enviaram uma mensagem dizendo “Não queremos que este reine sobre nós” (Lucas 19:14). Então o Rei e Messias rejeitado de Israel chorou sobre a sua nação e a cidade dos seus concidadãos, dizendo, “Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos”. Então o Senhor explicou que o Julgamento viria em vez de Paz, “pois que não conheceste o tempo da tua visitação” (Lucas 19:41-44).

Cristo fez a Paz pelo Sangue da Sua Cruz
O Senhor Jesus, rejeitado pela Sua nação, não foi para o trono de David para estabelecer a paz universal na terra, mas foi antes para a Cruz do Calvário. Assim sendo, a “Paz na Terra” não aconteceu nessa altura, mas foi adiada.

Mas em Colossenses 1:20 lemos acerca de Cristo na Cruz do Calvário, “havendo por ele feito a paz, pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus”. Será a paz referida neste versículo a mesma que os anjos proclamaram no nascimento de Jesus?
Um dos maiores inimigos de Cristo (o apóstolo Paulo) tornou-se o mais fiel e frutífero servo de Cristo. Paulo disse “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Romanos 5:1).

Mais tarde Paulo escreveu: “Não estejais inquietos por coisa alguma, antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas, diante de Deus, pela oração e súplicas, com acção de graças; E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos, em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:6-7). “Ora o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz, em crença, para que abundeis em esperança, pela virtude do Espírito Santo.” (Romanos 15:13).

Sendo assim, a paz a que se refere Colossenses 1:20 é a paz que Deus estabelece com aqueles (indivíduos) que aceitam a obra do Senhor Jesus Cristo na Cruz como remissão dos seus pecados. Esta é uma paz “individual”. A outra, de Lucas 2:14, é uma paz “universal”, para toda a terra, todas a nações.

Quando é que a Paz na Terra será estabelecida?
Em Efésios 2:14 a 15 lemos que, porque o Senhor Jesus Cristo fez a paz na cruz, por essa cruz do Senhor da Glória, Deus está a criar “Um Novo Homem”, composto de gentios crentes e judeus crentes, reconciliando assim os crentes de todas as nações num “Só Corpo” pela cruz.

Mas Deus não abandonou o seu programa de “Paz na Terra”. Ele adiou o programa do Seu “Reino” até “O Novo Homem” estar completo. Mais tarde, de acordo com Isaías 62:1-4, Deus estabelecerá um Novo Israel e uma Nova Jerusalém.

Em Salmos 24:7-10 lemos que “entrará o Rei da Glória”. E então Israel será salvo (Romanos 11:26 e Lucas 21:27-33). Acerca de Israel nesta altura lemos, “e olharão para mim, a quem trespassaram” (Zacarias 12:10). “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram.” (Apocalipse 1:7).

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do incremento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de David e no seu reino, para o firmar e o fortificar em juízo e em justiça, desde agora para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.” (Isaías 9:6-7).

A questão de Pôncio Pilatos
“Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo?” (Mateus 27:22). Será a nossa esperança somente que Cristo estabeleça a “Paz na Terra”, um dia no futuro? Não! Cristo foi entregue pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação (Romanos 4:25). Cristo morreu para nos livrar da ira futura (I Tessalonicenses 1:9-10). Ele é o Salvador do mundo (I João 4:14). É Ele também o teu Salvador?

(por J. C. O’Hair)

Boletim de Dezembro 2009 Dezembro 23, 2009

Posted by David Costa in Boletins.
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Disponibilizamos hoje o segundo Boletim do “Conhecer o Mistério”. Esperamos que assim estes artigos possam chegar a pessoas que não tenham acesso à Internet.

Pedimos a vossa colaboração em imprimir, fotocopiar e distribuir este boletim (e os próximos) pelos irmãos e amigos nas nossas igrejas que não tem acesso à Internet.

Tomando em atenção os comentários que recebemos, iremos só publicar uma versão do boletim, que deverá ser impressa em papel A4. Desta forma estamos certos que será legível e confortável de ler para todos.

Para ser impressa 1 página em cada folha A4:
Conhecer o Mistério – Dezembro 2009

Introdução à Epístola aos Romanos Dezembro 21, 2009

Posted by David Costa in Epístola aos Romanos.
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A Epístola de Paulo aos Romanos é uma das epistolas mais profundas, no entanto, um dos mais esclarecedores livros da Bíblia. Em nenhum outro lugar na Bíblia encontramos as grandes doutrinas da fé cristã descritas de forma tão completa ou sistemática.

A mais longa das cartas de Paulo, aos Romanos, trata basicamente acerca da natureza de Deus, o pecado do homem e a justificação do crente perante o tribunal de Deus, revelando a justiça de Deus (1:17) para com aqueles que merecem a Sua ira (1:18). Trata também da alienação do homem em relação a Deus, a reconciliação do crente com Deus, e depois aplica tais ensinos de uma forma prática.

Trata também de grandes temas teológicos tais como a eleição, predestinação, a santificação, a lei, a graça, a fé, a identificação do crente com Cristo e o programa de Deus para Israel e para as nações.

Estes são todos assuntos que nos afectam de forma vital, assuntos que devemos compreender, tanto quanto a mente renovada está capacitada para entender as coisas de Deus.

No Cânon da Escritura, a carta aos Romanos é a primeira entre as epístolas de Paulo, não porque tenha sido escrita antes, mas porque, apresenta os grandes e verdadeiros fundamentos do Evangelho da Graça, revelando a ira de Deus contra o pecado e a base na qual só Ele pode declarar o pecador justo.

A Epístola aos Romanos divide-se basicamente em três secções:

  1. Ensino doutrinário, Capítulos 1-8,
  2. Ensino dispensacional, Capítulos 9-11,
  3. Ensino prático, Capítulos 12-16.

O Autor

Paulo, o escritor da epístola aos Romanos, era o homem com as habilitações ideais para escrever esta carta. Um homem de profunda perspicácia intelectual e de notáveis feitos, foi ao mesmo tempo, o chefe dos pecadores, salvo pela graça, o exemplo de tudo o que tinha sido realizado por meio da morte e ressurreição de Cristo. Além disso, no seu passado vivia o legalismo judaico, a cultura grega e a estatura romana que lhe assentavam tão bem para dar a conhecer a mensagem dada por Deus para toda a humanidade.

A confusão teológica na Igreja de hoje é basicamente o resultado da sua rebelião contra a autoridade de Paulo como o apóstolo divinamente nomeado para a actual “dispensação da graça de Deus”.

Por alguns, Paulo é referido apenas como um dos apóstolos, por vezes até como um dos doze, embora o registo das Escrituras prove que ele não poderia ter as qualificações necessárias para ser um dos doze (Mateus 19:28, cf. Actos 9:1).

As Escrituras ensinam, sem sombra de dúvida, que o apostolado e mensagem de Paulo são absolutamente únicos e distintos em relação aos dos doze ou de qualquer outro que o precedeu. Isto é o que a cristandade em geral tem ignorado ou recusado aceitar, confundindo assim o programa do Reino de Deus, profetizado nas Escrituras, com o programa do “Mistério”, confiado a Paulo para nós, nesta presente dispensação.

As Escrituras enfatizam não só o uso repetido pelo Apóstolo do pronome de primeira pessoa, “eu”, “me”, “meu”, mas também o carácter único do seu apostolado e mensagem. Ignore este facto e confusão é o resultado inevitável; aceite-o e centenas de aparentes contradições na Bíblia desaparecem.

Certamente ninguém, mesmo que superficial-mente familiarizado com o livro dos Actos ou as epístolas de Paulo, vai questionar o facto de que algum tempo depois da comissão de nosso Senhor aos onze e da sua ascensão ao céu, Paulo foi enviado, como apóstolo de Cristo, para proclamar a toda a humanidade “o evangelho da graça de Deus” (Actos 20:24).

O Apóstolo inicia e conclui sua Epístola aos Romanos com a afirmação de que sua mensagem é para “todas as nações” (Romanos 1:5; 16:26). Considerando que os doze não conseguiram superar sua própria nação no cumprimento da sua comissão de proclamar Cristo como Rei, temos o registo das grandes viagens apostólicas de Paulo entre os gentios. E é escrito por Paulo durante sua estadia em Éfeso “todos os que habitavam na Ásia [a província da Ásia Menor] ouviram a palavra do Senhor Jesus” (Actos 19:10). Aos romanos ele escreve “desde Jerusalém e arredores, até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de Cristo” (Romanos 15:19), e menciona os seus planos para ir a Espanha (15:24), planos estes que podem bem ter sido realizados entre os seus aprisionamentos em Roma. Mesmo acerca dos seus colaboradores foi dito: “Estes que tem alvoroçado o mundo, chegaram também aqui” (Actos 17:6).

Tudo isto lança luz sobre a Epístola aos Romanos e o propósito do apóstolo ao escrevê-la. Com a nova dispensação a ser anunciada, era necessário um tratado completo sobre a natureza de Deus, a queda do homem e o grande plano de Deus para a justificação dos pecadores.

A Igreja em Roma

Podem muito bem ter sido várias igrejas locais, em Roma, como aquela referida em 16:3-5, mas o Apóstolo dirige sua epístola a “todos” os crentes ali, isto é, a toda, a assim chamada, assembleia (1:7).

A actual “Igreja de Roma”, a Igreja Católica, atribui a fundação da igreja primitiva ao ministério de Pedro, mas não há a menor evidência nas Escrituras que confirme isso, pelo que nem sequer vamos entrar em detalhes, especialmente visto que as Escrituras afirmam claramente em Gálatas 2:9 que Pedro e os líderes da Judeia acordaram pública e solenemente que iriam desde então limitar o seu ministério a Israel, reconhecendo Paulo como apóstolo designado por Deus para os gentios. Há também alguns que argumentam que Paulo ainda não tinha estado em Roma, na altura em que escreveu a sua epístola, e que portanto deve ser que os crentes da Igreja de Jerusalém tinham chegado até Roma, sob a sua “grande comissão”.

Nós não aceitamos isso como válido pelas seguintes razões:

1. Embora de facto estivessem alguns “forasteiros romanos” presentes em Pentecostes, não há nenhuma evidência de que houve um número significativo destes, ou mesmo de que os presentes se haviam convertido, muito menos de que eles haviam começado uma igreja em Roma. Por outro lado, podemos ler que mais tarde, na grande perseguição em Jerusalém, “todos eles foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria, excepto os apóstolos” (Actos 8:1). Então, em relação a essas mesmas pessoas, lê-se ainda mais tarde:
“E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. E havia entre eles alguns varões cíprios e cirenenses, os quais; entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.” (Actos 11:19, 20)

Quando a Igreja em Jerusalém ouviu acerca disto, enviaram Barnabé para averiguar o que se passava lá e ele foi a Tarso para buscar Saulo, e sob Saulo a igreja de Antioquia tornou-se a base de operações para a evangelização dos gentios, com o “evangelho da graça de Deus ” (Actos 11:25,26; 14:26,27).

2. Foi de Antioquia que Paulo, por revelação, foi a Jerusalém para comunicar aos líderes ali “o [tal] evangelho”, que ele tinha pregado entre os gentios (Gálatas 2:2). Desse encontro resultou que eles, os líderes, pela voz de “Tiago, Cefas [Pedro] e João, “prometeram limitar o seu ministério somente a Israel, reconhecendo Paulo como o apóstolo dos gentios.

Mesmo naquele “concílio” da Circuncisão, “apóstolos e anciãos” escreveram sobre os que tinham saído de lá para impor a sua mensagem e programa aos gentios:
“Porquanto ouvimos que alguns que saíram de entre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, não lhes tendo nós dado mandamento” (Actos 15:24).

Como, então, pode a grande Igreja em Roma ter sido estabelecida por crentes convertidos do reino em Jerusalém? Sem dúvida, os crentes de Roma tinham sido ganhos para Cristo através daqueles a quem Paulo havia enviado com o “Evangelho da graça de Deus”.

3. Se os crentes em Roma foram convertidos pelos crentes do reino que haviam regressado a Roma de Jerusalém depois de Pentecostes, como é que nós não encontramos sequer um caso similar em qualquer outra cidade gentia? Será que os convertidos no Pentecostes seguiram todos juntos para Roma e fundaram ali a igreja, ou igrejas, mas não seguiram para Corinto, Éfeso, Tessalónica ou outras? Nestas cidades o apóstolo Paulo foi primeiro às sinagogas judaicas, e quando ele pregou ali o Evangelho era, evidentemente, novidade para seus ouvintes.

Pode parecer, à primeira vista, em Actos 18:24-28 que o caso de Apolo argumenta contra o dito anteriormente, mas não é assim. Apolo, um judeu de Alexandria, conhecia “somente o baptismo de João” (verso 25), que havia anunciado que Cristo estava para vir (19:4), e Apolo tinha só “começado” a falar ousadamente na sinagoga quando Áquila e Príscila o encontraram (18:26). É evidente, portanto, que ele não tinha estabelecido qualquer igreja cristã em Éfeso.

4. Três dias depois de Paulo ter chegado a Roma, ele “convocou os principais dos judeus” ali. Esta fraseologia já demonstra um considerável prestígio por parte de Paulo. Esses homens em seguida pediram a Paulo para explicar a doutrina que ele pregava, “porque,” eles disseram, “quanto a esta seita, notório nos é que em toda a parte se fala contra ela.” (Actos 28:22).

Porquê este interesse em Paulo e sua mensagem, se a igreja, ou igrejas, em Roma tinham sido fundadas por alguns dos seus, que haviam regressado a Roma, de Jerusalém?

A frase “em toda parte [esta seita] se fala contra”, recorda-nos a acusação feita contra Paulo pelos judeus, quando ele estava diante de Félix (Actos 24:5). Nessa altura não eram Pedro e seus companheiros que estavam por toda parte a sofrer oposição e perseguição, mas sim Paulo. Mesmo uma leitura ligeira dos Actos deixa isso bem claro. Em Actos 8:1 encontramos os crentes messiânicos sendo dispersos de Jerusalém, mas em Actos 15 a maioria deles, evidentemente, já tinha regressado, e por esse tempo a igreja era tão forte que os seguidores do Messias podiam organizar os seus próprios “Concílios” em Jerusalém, sem grande oposição. Assim, mais algum tempo e chegamos a Actos 28, e já não é a mensagem dos doze, mas a mensagem de Paulo, que está reunindo oposição por todo o lado.

Não negamos que alguns judeus que haviam regressado a Jerusalém podem ter dito a seus irmãos de Roma o que tinha acontecido lá, e como o Rei crucificado estava, de facto, vivo, mas por esta altura até Pedro tinha aprendido muito da mensagem de Paulo e tinha aprovado (Gálatas 2:1-9; Cf. Actos 15:11), de modo que agora Paulo era a figura dominante no mundo religioso.

5. Embora houvesse, é claro, alguns irmãos judeus na Igreja de Roma, esta era composta predominantemente por gentios na carne. Em Romanos 1:13 o Apóstolo diz quantas vezes ele tinha proposto ir a Roma, que ele poderia ter frutos entre eles, “mesmo entre os demais gentios”, e em 11:13, temos esta afirmação:
“Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, glorificarei o meu ministério.”

6. A atitude dos crentes de Roma em relação a Paulo testemunha a favor do argumento de que ele, através de seus emissários, havia fundado a igreja ali. Aqui podemos citar o famoso teólogo francês, Godet, na sua Introdução à Epístola aos Romanos.
“O facto mais significativo está descrito na primeira parte de Actos 28. Ao ouvirem acerca da chegada de Paulo, os irmãos que residem em Roma apressam-se em encontrá-lo e recebê-lo com um afecto que aumenta a sua coragem. Isto não prova que já foi amado e respeitado como seu pai espiritual, e que, consequentemente, seu cristianismo passou directa ou indirectamente, das igrejas fundadas por Paulo na Grécia e na Ásia, em vez da igreja judaico-cristã de Jerusalém? ”

7. A descrição acima é ainda mais enfatizada pelo facto de que Romanos 16 indica claramente que ele já tinha muitos queridos amigos pessoais em Roma. Neste capítulo ele menciona mais de vinte e cinco destes, além de algumas famílias! Alguns destes vieram a conhecer a Cristo através do seu ministério e depois viajaram para Roma.

Momento de Escrita

A grande oferta das igrejas dos gentios “aos pobres de entre os santos que estão em Jerusalém” já tinha sido concluída e Paulo estava a caminho com outros para entregá-la aos líderes. Isto é evidente em Romanos 15:25,26:
“Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos. Porque pareceu bem à Macedónia e à Acaia fazerem uma colecta para os pobres de entre os santos que estão em Jerusalém.”

Nós sabemos que nesta viagem ele passaria por Corinto (I aos Coríntios 16:3-5) e terá sido ali que ele escreveu a Epístola aos Romanos. O envio de saudações do Apóstolo aos crentes em Roma por parte de crentes de Corinto parece corroborar esta informação.

Por exemplo, em Romanos 16:23 ele envia saudações de Gaio, seu anfitrião, e I aos Coríntios 1:14 indica que Gaio era de Corinto. Em seguida, no mesmo versículo, ele também envia saudações de Erasto, o procurador da cidade, e II Timóteo 4:20, posteriormente, indica que Erasto tinha estado em Corinto.

É claro que a epístola foi entregue pessoalmente aos cristãos de Roma por Febe, uma mulher de Corinto, que tinha negócios em Roma (Romanos 16:1-2). Assim Deus, em Sua graça, confiou o mais valioso de todos os manuscritos sagrados na mão frágil de uma mulher; protegida, é claro, pela Sua Poderosa mão. 

(por Cornelius Stam)