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Epístola aos Romanos – Capítulo 2 Março 21, 2010

Posted by David Costa in Epístola aos Romanos.
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Continuando a análise iniciada no capítulo 1 acerca da condição do homem perante Deus, o apóstolo Paulo dirige-se agora àqueles que procuram viver vidas moralmente correctas.

O homem moral

O segundo capítulo começa com uma expressão digna de nota. O apóstolo Paulo não diz que a condição em que o homem vive é de pobreza, de doença, de dificuldades ou de infelicidade, ansiando por uma vida melhor. Não! É verdade que muitas vezes é isto que ouvimos em algumas mensagens de evangelização. Tais coisas são anunciadas como as maiores necessidades que o homem tem na sua condição natural, e que por tais razões precisam de Cristo. Não! Completamente errado! Paulo afirma claramente que o maior problema que o homem enfrenta, na sua condição natural é estar “sem desculpa” perante Deus.

Ao contrário do grupo de pessoas referidas no fim do capítulo 1, que viviam e consentiam vidas de pecado, este grupo de pessoas, referidas no inicio do capítulo 2, julgam antes os que tais vidas viviam (do capítulo 1), e se consideram superiores, na sua moral, pela vida “refinada” que vivem. Estas pessoas são aquelas que dizem: “Ah, eu não sou tão mau assim. Eu vivo uma vida correcta! Não mato, não roubo, não faço mal nenhum a ninguém.”

Sobre tal grupo de pessoas, Paulo afirma que eles estão prontos a julgar os outros, que vivem vidas abertamente de pecado, mas esquecem-se que Deus conhece o coração e as intenções de tudo o que o homem faz em segredo. Daí Paulo dizer que estes se condenam a si próprios nas mesmas coisas em que julgam os outros.

Tomemos em atenção o fim do versículo 1. Paulo não diz “tu fazes coisas que são tão más e graves como as coisas que esses fazem”. Ele antes diz: “tu, que julgas, fazes o mesmo”. Na verdade o homem possui uma forte tendência para condenar nos outros exactamente as mesmas coisas que ele próprio faz. E agindo assim, como lemos nos versículos 2 e 3, o homem condena-se a si próprio, ao condenar nos outros as mesmas coisas que ele faz.

Nos versículos 4 e 5 vemos que tais pessoas deviam antes reconhecer a bênção que possuem de nunca terem cometido pecados “horríveis”, pecados “a céu aberto”, mas preferem antes ignorar os pecados que enchem o seu coração, e encobrir a sua culpa e condição, criticando e julgando os outros.

Assim, Paulo diz a essas pessoas que deviam antes agradecer a Deus pela Sua misericórdia e arrepender-se dos seus pecados. Mas na verdade tais pessoas endurecem o seu coração, continuando a achar-se justas diante de Deus. Na prática o que acontece é que “entesouram ira” sobre si mesmas, que virá sobre elas no dia em que Deus julgar o homem.

Princípios Básicos da Justiça Divina

Nos versículos seguintes, encontramos uma descrição dos princípios básicos da justiça divina. Nesta descrição não encontramos a Graça de Deus, mas sim a perfeita justiça de Deus. O princípio básico da justiça divina é que Deus irá recompensar aquele que fizer o bem com a vida eterna, e aquele que obra o mal com tribulação e angústia. Não está aqui em questão se o homem é verdadeiramente bom e se é capaz de perseverar em fazer o bem. Paulo explica passo a passo a necessidade de salvação e o plano de salvação estabelecido por Deus, de uma forma progressiva. A intenção de Paulo nestes versículos é somente de explicar que Deus recompensa o bem e castiga o mal. Mais à frente ele demonstrará que ninguém consegue verdadeiramente fazer o bem continuamente, e que é por isso que precisamos de um Salvador.

É verdade que isto parece ser algo básico, mas não estaremos a esquecer a sua devida importância? Quando evangelizamos não evitamos dizer abertamente que o descrente é pecador, que será condenado, e por isso precisa de um Salvador? Não se ouve dizer muitas vezes no meio das nossas igrejas que o descrente precisa de um Salvador para “consertar” a sua vida que se encontra num caos, para trazer paz aos seus relacionamentos pessoas e familiares, ou para trazer benção e prosperidade? Mas tal é completamente errado! Não é essa a necessidade principal do homem!

Paulo ocupa os primeiro três capítulos desta Epístola aos Romanos a demonstrar a condição do homem, e que todos estão inescusáveis e são culpados, independentemente da sua condição social, sabedoria, moralidade ou religiosidade. Decerto é algo de extrema importância.

Paulo só pode explicar a obra de Cristo na Cruz, a Salvação que agora nos é oferecida, após demonstrar, sem quaisquer dúvidas, qual a verdadeira condição de todo o homem perante Deus: a sua incapacidade de perseverar em fazer o bem e a sua necessidade de Salvação.

No fim dos versículos 9 e 10 encontramos uma expressão que já tínhamos encontrado atrás, no capítulo 1, “primeiramente do judeu e também do grego”. Porque, tanto na condenação como na recompensa, lemos “primeiramente do judeu e também do grego”? Simplesmente porque o judeu, possuindo uma maior vantagem espiritual sobre os gentios, por ser o povo escolhido de Deus e por ter a lei de Deus, é certamente mais responsável pelos seus actos.

No versículo 11 encontramos um versículo muito conhecido: “Porque, para com Deus, não há distinção de pessoas”. No original grego a palavra traduzida por “distinção” pode também ser traduzida por “parcialidade”. A definição de “parcialidade” nos dará uma melhor compreensão desta passagem.

Parcialidade: 
    -> É o erro daquele que sendo chamado a julgar, dá maior valor às circunstâncias exteriores do homem que está a julgar, e não aos seus méritos intrínsecos. Assim sendo, ele dá preferência, no seu julgamento, àquele que é mais digno, mais rico, de mais elevada filiação, ou mais poderoso, do que outro que não possua tais qualidades.

Deus não dá preferência a ninguém por aquilo que ele é ou pelo que possui. Deus julga o homem unicamente com base nos seus actos. A sua justiça é absolutamente perfeita e imparcial.

O Judeu e o Gentio sob o Julgamento de Deus

Ao chegarmos ao versículo 12, se tomarmos em atenção as expressões usadas, surge de seguida uma questão importante. Porque é que Paulo diz que os “sem lei”, isto é os gentios, “perecerão”, mas os “sob a lei”, os judeus, serão “julgados”?

É importante recordarmos que mesmo sem lei, isto é, para aqueles que nunca conheceram ou estiveram sobre a lei dada por Deus, através de Moisés, o pecado mata. É o princípio divino que lemos nos primeiros capítulos de Génesis: “No dia em que pecares, morrerás” (Génesis 2:17). A inveja, o ódio, o vício e a vida desgarrada destroem a vida do homem e acabam por matá-lo. Não somente o pecado destrói o corpo e vida física, mas também destrói a alma do homem.

Isto não quer dizer que Deus não vai julgar todos os homens, pois vemos claramente mais à frente, no versículo 16, que Ele o fará. A questão aqui é o homem estar debaixo da lei de Moisés ou não. O que Paulo quer explicar aqui é que aqueles que pecaram e não estavam sobre a lei (os gentios) perecerão nos seus pecados naturalmente, não porque rejeitaram ou desprezaram a lei, já que a lei nunca lhes foi dada. Mas os outros que pecaram estando debaixo da lei (os judeus) serão julgados pela mesma lei que transgrediram.

Nos versículos 13 a 15 temos um parêntesis, pois o versículo 16 é a conclusão da ideia apresentada no versículo 12.

A lei em si mesma nunca trouxe vantagem alguma àqueles que estavam sujeitos a ela, caso não lhe obedecessem. Encontramos um exemplo disso no caso da mulher adúltera que é trazida perante Jesus, em João 8. Ela era judia, possuía e conhecia a lei, mas isso não a ajudou. Em vez disso, os escribas e fariseus estavam prestes a apedrejá-la, de acordo com a mesma lei. Sendo assim, a vantagem que ela possuía sobre os gentios, a de possuir a divina revelação da lei de Deus, tornou-se numa clara desvantagem. A lei condenava-a e exigia a sua morte como castigo.

É certamente esta a ideia que Paulo exprime nestes versículos. A lei só justifica aqueles que a praticam, não aqueles que a possuem. Nestes versículos não está em questão se o homem é capaz de perseverar em praticar a lei. Aqui só é explicada a lógica presente na lei.

Quanto aos gentios que nunca conheceram ou ouviram falar da lei, muitos compreendiam que era errado mentir, roubar, matar ou cometer adultério. Como pode tal ser? Depois da queda do homem (de Adão e Eva terem pecado), a consciência do homem passou a transmitir um sentimento de culpa ao homem quando ele pecava. Daí lermos no versículo 15 que os gentios “mostram a obra da lei escrita em seus corações”. É importante atentarmos que não diz que os gentios tinham a lei “escrita” em seus corações, mas antes “a obra da lei”. E qual é a obra de lei? Leiamos Romanos 3:20, “Porque pela lei vem o conhecimento do pecado”, e em II Coríntios 3:9, “o ministério da condenação”. Então compreendemos que a obra da lei é o (re)conhecimento do pecado, pelo testemunho da consciência do homem, que leva o homem a sentir-se acusado e culpado, ou a arranjar desculpas sobre os pecados que comete (“defendendo-os”).

O Julgamento do Pecador

Voltemos ao versículo 12 e ligando-o ao versículo 16, lemos:
“Porque, todos os que sem lei pecaram, sem lei, também, perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados; (…) No dia em em que Deus há-de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.”

Encontramos então no versículo 16 três factos importantes:

  1. Deus julgará os segredos dos homens.
  2. Ele o fará por Jesus Cristo, que será o Juiz.
  3. Ele o fará de acordo com o evangelho confiado a Paulo.

1.
O homem, quando peca, tem a tendência natural de esconder esse pecado das pessoas à sua volta e de Deus, em vez de o confessar, buscar o perdão, e corrigir o mal que fez, se tal for o caso. Mas Deus vê o coração do homem e nada está escondido aos seus olhos, tal como podemos encontrar em:
“E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes, aos olhos daquele com quem temos que tratar.” (Hebreus 4:13) e “Porque Deus há-de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.” (Eclesiastes 12:14).

2.
Jesus Cristo será o Juiz, neste julgamento dos perdidos. Já encontramos tal facto nas palavras de Jesus Cristo, enquanto habitou entre o Seus aqui na terra, durante o seu ministério terreno:
“E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; (…) E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem.” (João 5:22,27).

3.
A última parte do versículo decerto traz às nossas mentes a questão: “Como pode Deus julgar os homens de todas as épocas com base numa mensagem que esteve guardada em segredo até ser revelada ao Apóstolo Paulo? A resposta é que é pela revelação do mistério que Deus entregou a Paulo que podemos compreender as “boas novas” que Deus confiou aos homens nos tempos passados.

Tomemos por exemplo Hebreus 10:4, “É impossível que o sangue dos toiros e dos bodes tire os pecados”. Sendo assim, porque requereu Deus sacrifícios de sangue a Caim e Abel, de forma a serem aceites por Ele? Se o sangue de animais não podia tirar os pecados, como é que então Abel foi salvo? Pelo evangelho de Paulo agora compreendemos que Abel foi justificado, pois tomou a palavra de Deus como verdadeira, e se aproximou dele segundo a forma que Deus tinha prescrito. Isto é a “obediência da fé”, tal como lemos em Hebreus 11:4,  “Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.”

Mas se os sacrifícios em si não tinham valor, como podia Deus aceitar os homens que os ofereciam? Somente porque Cristo iria morrer pelos pecados deles, e que nessa base Deus, podia aceitar justamente aqueles que se chegavam a Ele na forma que Ele prescrevia.

Mas agora que compreendemos o mistério do evangelho de Deus, as obras não fazem mais sentido e não são requeridas para salvação. Daí podermos ler mais à frente, no capítulo 3 desta Epístola, “Ao qual Deus propôs para propiciação, pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus”, e na Epístola aos Hebreus, “E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte, para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.” (Hebreus 9:15).

Assim, creio que o homem não será condenado somente porque é pecador, mas sim porque em qualquer que seja a altura em que ele viveu, não se chegou a Deus segundo o que Deus prescreveu para tal época. Isto é, se o homem se chegou a Deus pela fé na Sua palavra e prescrição (por exemplo, os sacrifícios animais), ou pelo contrário, se chegou a Deus segundo a sua justiça e ideias humanas, ou mesmo se nunca se quis chegar a Deus, rebelando-se contra Ele.

Para compreendermos tal ideia basta pensarmos no caso de David, o segundo Rei de Israel.  Se aquele que pecasse sob a lei estivesse irremediavelmente condenado, então David, após ter adulterado com Batseba e assassinado Urias, estaria irremediavelmente perdido. Não! David chegou-se a Deus, após ter pecado, segundo o que Deus prescreveu na lei, em relação ao arrependimento e aos sacrifícios, evidenciando a fé que tinha na Palavra de Deus.

Assim, os perdidos serão julgados no Grande Trono Branco, por Jesus Cristo, aquele que morreu pelos pecados do homem, tendo por base os princípios que encontramos no evangelho proclamado por Paulo, isto é, que em qualquer época a Salvação foi sempre pela Graça, através da Fé. Nunca a Salvação foi ou será negada àqueles que colocam a sua fé e confiança nas Palavras de Deus, e se chegaram a Ele (em fé) pela forma que Ele prescreveu.

O Judeu

Na segunda parte do capítulo 2, Paulo fala especificamente para o homem Judeu, aquele que recebeu a Lei. Paulo não descansa enquanto não demonstrar que todo o homem é pecador e perdido, incluindo os Judeus.

“Judeu” refere-se a todos os filhos de Israel; o povo de Deus era chamado de “Hebreus” segundo a sua raça, “Israelitas” segundo a sua nacionalidade, e “Judeus” segundo a sua religião.

Vemos nos evangelhos que os Judeus, em particular na figura dos fariseus e escribas, se orgulhavam de serem Judeus, de serem descendência de Abraão, de serem o povo escolhido de Deus e por possuírem a lei de Moisés.

O objectivo de Paulo não é demonstrar que o Judeu é pior que o outros, mas, como qualquer homem, ele é pecador e precisa de um Salvador. De facto, o Judeu é a representação viva de que todos somos pecadores e que não podemos ser salvos pelas nossas obras ou méritos. Ora se até o povo escolhido de Deus, que recebeu a santa Lei e todas as bençãos materiais de Deus ao longo dos tempos, está em falta e precisa de salvação, muito mais todos os outros homens de todos os tempos. Não há outra solução!

Assim Paulo enumera as virtudes e bençãos que ser “povo escolhido” trouxe sobre eles, nos versículos 18 a 20. Mas a seguir Paulo questiona-os:
“ensinas outros, mas não te ensinas a ti mesmo?”
“pregas que não de deve furtar, e furtas?”
“dizes que não se deve adulterar, e adulteras?”
“abominas os ídolos, e cometes sacrilégio?”

Tomemos em atenção os verbos e expressões que Paulo usa:
Ensinar, Pregar, Dizer e Abominar (nos versículos 18 a 20)
Saber, Aprovar, Instruir, Guiar, Luz, Mestre (nos versículos 21 a 22).

Todos estes verbos e expressões são “passivos”, não revelam nenhuma acção. Nunca Paulo diz “fazes isto” segundo a lei. Afinal de que lhes servia a Lei a não ser para eles se gloriarem nela, aprovarem-na, ensinarem-na, pregarem-na, mas não lhe obedeciam? A gravidade é que Deus era desonrado diante dos outros povos, os gentios, ao verem como os Judeus se comportavam em relação a Deus e à Sua Lei (versículos 23 e 24).

Circuncisão

Para além da lei, havia algo mais em que o Judeu se orgulhava e confiava que lhe trazia segurança: a circuncisão.

A circuncisão era um sinal do concerto que Deus fez com Abraão, o rito que separava Israel de todas as outras nações gentias. Falava da separação para Deus e morte para a carne e suas paixões. Com Moisés, a circuncisão tornou-se parte da Lei. Daí as duas estarem tão intimamente ligadas.

O que Paulo explica nos versículos 25 a 29 é que a mera possessão da Lei ou a submissão à Circuncisão não traria nenhum favor especial de Deus no tocante ao julgamento das obras do homem.

Assim, ao quebrar a Lei, um Judeu reputava por perdido o sinal da circuncisão. Mas quando um Gentio, incircuncidado, guardava os preceitos da lei, o que a circuncisão significava podia ver-se na sua vida, isto é, que queria viver separado para Deus, morrendo para as paixões da carne. Isto não o salvava, é verdade, pois como veremos no capítulo 3 desta Epístola aos Romanos, nenhum homem cumpriu a Lei completamente. Mas um gentio ao viver assim, Deus certamente se revelava a ele, tal como temos o exemplo de Cornélio em Actos 10:35, “Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e obra o que é justo”.

Paulo demonstra que o Judeu ao confiar somente no seu “pedigree” espiritual, por ser povo escolhido de Deus, por lhe ter sido confiada a Lei, e por ser circuncidado, não podia ser salvo com base na sua religião. Não é por o homem seguir uma religião que pode ser salvo, nem mesmo a judaica, como os judeus, pois engaram-se a si próprios, pensando que os sinais externos eram suficientes, isto é, a Lei e a Circuncisão (versículo 28). Mas o que Deus busca é antes a “obra interior”, operada no espírito do homem, o qual só Deus pode ver, reconhecer e louvar (versículo 29).

(por David Costa)

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