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Duas Orações por Coragem Março 27, 2010

Posted by David Costa in Geral.
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O título deste artigo pode parecer-nos algo estranho, mas este é um estudo interessante e com algum proveito: a comparação entre duas orações por Coragem. Estas duas orações encontramo-las no livro de Actos 4:29-30 e na carta do Apóstolo Paulo aos Efésios 6:18-20. A primeira oração descrita no livro de Actos foi proferida na companhia dos crentes em Jerusalém e dos doze, no momento em que Israel “andava” com Deus (Efésios 2:12; Romanos 3:1-2, 9:4-5). Não devemos esquecer que eles eram os cidadãos da nação de Deus. Como consequência da queda de Israel (Romanos 11:11) a salvação é oferecida aos gentios. Passados aproximadamente trinta anos a segunda oração foi proferida pelo apóstolo Paulo, o apóstolo dos Gentios. Esta oração de Paulo é uma oração de um embaixador numa terra estrangeira.

Prestemos agora atenção à oração em Actos 4:29-30, lendo juntamente o versículo 31: 

“Agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem, com toda a ousadia, a tua palavra, 

“Enquanto estendes a tua mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios pelo nome de teu santo Filho Jesus. 

“E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.” 

Com toda a certeza o sua oração foi rapidamente respondida.

Os apóstolos Pedro e João sem dúvida alguma já tinham dado provas da sua coragem. Por exemplo, em Actos 4:13 lemos o seguinte: “Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, e informados de que eram homens sem letras e indoutos, se maravilharam; e tinham conhecimento que eles haviam estado com Jesus”, isto é, com Jesus na ressurreição. Neste quarto capítulo de Actos é descrito o início da perseguição aos crentes em Jerusalém por parte dos governantes de Israel, e igualmente descreve a primeira experiência de Pedro e João na cadeia, devido a pregarem Jesus como o Messias de Israel, e este ressurrecto.

Nos dias de hoje, concerteza todos o crentes precisam de coragem para falar acerca da Palavra de Deus. Para possuirmos este tipo de coragem necessitamos sem dúvida de oração nas nossas vidas, mas será que devemos orar da mesma forma que nos é apresentada em Actos 4? Alguns crentes dirão que “NÃO”, mas quando questionados “Porquê?” eles permanecem em silêncio. Outros procuram reproduzir esses sinais, tendo como resultado um sistema de pseudo-sinais e fanatismo.

A outra oração, ou pedido de oração, para a nossa comparação encontra-se em Efésios 6:18-20: 

“Orando em todo o tempo, com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica, por todos os santos, 

“E por mim, para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, 

“Pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele, livremente, como me convém falar.” 

Não é estranho que o apóstolo Paulo, sendo igualmente um apóstolo do Senhor Jesus Cristo e prisioneiro em Roma, não tenha orado como Pedro, João e tantos outros para que o Senhor lhe desse coragem, estendendo-lhe as suas mãos para curar e para que fossem feitos sinais e prodígios em nome do Senhor Jesus? De facto, o apóstolo Paulo não pediu através da oração uma libertação miraculosa das suas prisões, mas antes declarou abertamente que era um embaixador entre cadeias.

O apóstolo Paulo falou acerca de coragem, em uma das suas primeiras epístolas. Em I Tessalonicenses 2:2 lemos que: “Mas… havendo primeiro padecido, e sido agravados em Filipos, como sabeis, tornámo-nos ousados em nosso Deus, para vos (aos Gentios) falar o evangelho de Deus com grande combate.”

Também houve um tempo em que o ministério de Paulo foi acompanhado de sinais. Leiamos Actos 14:3, “Detiveram-se, pois, muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que, por suas mãos, se fizessem sinais e prodígios.” Estes sinais não faziam parte do seu ministério, mas apenas serviam para provar o seu apostolado e para de alguma forma provocar inveja ao povo de Israel (II Coríntios 12:12; Romanos 11:11; I Coríntios 14:18-22). Mas no capítulo anterior, Paulo teve a ousadia para declarar algo que era extremamente não invulgar. “Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era necessário que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios.” (Actos 13:46). No próximo capitulo, o apóstolo Paulo declara que o Senhor abriu a porta da fé para os Gentios (Actos 14:27).

Na carta do apóstolo Paulo aos Romanos 15:15-16, a palavra “Coragem” é utilizada com um sentido deveras importante: 

“Mas, irmãos, em parte vos escrevi mais ousadamente, como para vos trazer outra vez isto à memória, pela graça que por Deus me foi dada; 

“Que seja ministro de Jesus Cristo entre os gentios, ministrando o evangelho de Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo Espírito Santo.”

Devido à “queda” ou “tropeço” de Israel, Paulo teve a coragem necessária para ir aos Gentios e para escrever algo novo, algo que não estava profetizado. Ele foi corajoso porque tinha recebido a comissão através da revelação de Jesus Cristo (Gálatas 1:11, 11-12; Gálatas 2:2,7-9; Efésios 3:1-9; Colossences 1:24-29).

Um período de aproximadamente trinta anos separa a oração dos discípulos em Actos 4 e o pedido de oração feito por Paulo em Efésios 6. Tal como nos é revelado pelas passagens anteriores, este período temporal é deveras importante.

O Senhor permitiu que Israel “tropeçasse” e “caísse” (Romanos 11:11-15), encerrando-os debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia (Romanos 11:32), existindo assim a possibilidade de reconciliação para todo o mundo através do sangue derramado na cruz no Corpo de Cristo, o qual é a verdadeira Igreja.

Enquanto o Senhor estava em estreita relação com Israel enquanto nação, Ele deu aos discípulos sinais, os quais tinham o direito de esperar. (Actos 2:19).

Os discípulos não eram chamados embaixadores no mesmo sentido em que Paulo era, mas estavam entre a sua nação, que ainda era a nação de Deus. Deus tinha respondido à oração de Seu Filho: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Deus na sua misericórdia respondeu à sua oração.

Normalmente nos nossos dicionários um embaixador pode ser definido como “um representante do chefe de um Estado numa corte estrangeira.” O apóstolo Paulo torna-se um verdadeiro embaixador de Jesus Cristo quando a nação de Israel é colocada de parte, e Deus oferece sua salvação a todo o mundo. Todo o crente agora como membro de Igreja, a qual é o Corpo de Cristo, torna-se da mesma forma que Paulo num embaixador (II Coríntios 5:14-21).

Como representantes de Deus numa “corte” estrangeira, da mesma forma, nós precisamos de coragem. Satánas é o deus deste mundo (II Coríntios 4:4). Mas sendo abençoados com “todas as bençãos espirituais, nos lugares celestiais, em Cristo”, concerteza transcede “todos os sinais e prodígios”, dando-nos coragem para falar os mistério de Cristo. O pedido de Paulo por coragem deveria igualmente ser o nosso e com toda a certeza neste mundo hostil podemos esperar receber um tratamento semelhante ao de Paulo. Mas quão maior é a coragem de Paulo quando é comparada com as dos doze apóstolos! A sua coragem duplamente superior perante a prisão e até mesmo a morte, a sua coragem para pregar o que não tinha sido profetizado, mas que tinha sido revelado por Jesus Cristo ressuscitado e rejeitado. Oremos todos por coragem para “demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou.” (Efésios 3:9)

(por Eugene F. Rueweler)

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Comentários»

1. Aline - Julho 4, 2011

Dê-me coragem Senhor!!! Amém.


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