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Epístola aos Romanos – Capítulo 5 Dezembro 10, 2013

Posted by David Costa in Epístola aos Romanos, Estudos.
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Chegando ao capítulo 5 da epístola aos Romanos, o Apóstolo Paulo continua com a exposição sobre a justificação pela fé. Como vimos nos estudos dos capítulos anteriores, Paulo demonstra que a justificação do homem só pode ser alcançada pela fé, e não depende da moralidade ou posição, da lei dada por Moisés ou do cumprimento de rituais religiosos como a circuncisão. Agora, no início deste capítulo, Paulo enumera uma série de bênçãos que aquele que é justificado tem ao seu alcance.

Paz com Deus

No versículo 1 lemos que, quando somos justificados pela fé, alcançamos (temos) paz com Deus. Antes de sermos justificados, pairava sobre nós o juízo de Deus, por causa dos nossos pecados.
Agora, tal barreira entre nós e Deus foi removida, com base no sacrifício de Jesus Cristo na cruz, tal como lemos em Colossenses 1:20: “havendo por ele (Cristo) feito a paz, pelo sangue da sua cruz”.

Agora não mais tememos o juízo de Deus sobre nós, os justificados pelo sangue de Cristo, pois somos declarados justos diante de Deus, não porque o somos pelas nossas obras ou carácter, mas unicamente com base no sacrifício de Cristo na cruz.

Esta é uma paz que está ao nosso alcance dia após dia na nossa vida. É possível deixarmos de gozar tal paz, quando deixamos a culpa, a dúvida, ou ensinos errados que negam a certeza da salvação entrar nas nossas mentes. Mas tal não anula a paz que Deus nos concede. Está sempre ao nosso alcance, concedida livremente e abundantemente por Deus.

Acesso (“entrada”) a Deus

No versículo 2, Paulo explica que para além da paz que agora temos com Deus, também temos “entrada, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes”. Por outras palavras, temos acesso directo a Deus, sem nenhuma barreira ou véu entre nós e Deus. Temos acesso pleno à graça de Deus que nos salvou, em cada dia das nossas vidas.

No tempo em que vivemos, tomamos por garantido este acesso a Deus, mas se olharmos para os tempos passados, de Moisés e dos profetas, certamente iremos dar muito mais valor a esta bênção que agora temos em Cristo.

Quando a Lei foi dada ao povo de Israel através de Moisés, Deus avisou várias vezes Moisés para impedir o povo de aproximar-se do monte Sinai, para que não morressem (Êxodo 19:12-13, 21, 24). Quando Deus ordenou que construíssem o tabernáculo, um véu deveria ser colocado a separar o povo, inclusive os sacerdotes, da presença de Deus. O próprio sumo sacerdote só podia entrar no santuário (separado pelo véu) uma vez por ano, seguindo uma série muito específica de passos preparatórios (Levítico 16).

Quando o templo foi construído, também existia um véu separando o lugar “santo dos santos”, podendo aceder a esse lugar apenas o sumo sacerdote uma vez por ano.

Lemos que quando Cristo expirou na Cruz, o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo (Mateus 27:51). Isto simbolizava que com a morte de Cristo o homem podia agora ter acesso livre e directo à presença de Deus, apesar de tal só ser mais tarde revelado e explicado por Paulo.

Agora, neste tempo da dispensação da graça, o crente salvo por Cristo tem livre acesso à presença de Deus, algo que antes era completamente impossível. Agora até somos encorajados a chegarmo-nos “com confiança ao trono da graça” (Hebreus 4:16).

Convém atentarmos também para a diferença entre “propiciatório” e “trono da graça”.

No tabernáculo e no templo, o sumo sacerdote só tinha acesso ao lugar santo dos santos uma vez por ano, onde Deus se apresentava sobre o propiciatório. O propiciatório era uma placa de ouro sólida que cobria a arca onde estavam as tábuas da lei. “Propiciatório” significa “o lugar onde a propiciação é efectuada”. E propiciação significa apaziguar ou aplacar a ira de alguém irado. Por vezes o termo original no grego é frequentemente traduzido por misericórdia.

Assim no passado, o homem (na figura do sumo sacerdote) e Deus encontravam-se uma vez por ano, estando Deus sobre uma “tábua de misericórdia”. Mas agora, nesta dispensação, o crente salvo é convidado e encorajado a chegar-se em qualquer momento ao trono da graça de Deus. Que diferença abismal!

Gloriar-se na esperança da glória de Deus

Tal como lemos em Romanos 3:23, após a queda de Adão todo o homem se encontra “destituído” da glória de Deus. Quando Deus criou o homem, vestiu-o de dignidade e glória, sem mancha ou pecado, ou algo de que se pudesse envergonhar. Mas por causa do pecado, todo o homem caiu desta posição, para uma de humilhação. O homem não consegue se libertar do ciclo infindável de pecados na sua vida, trazendo-lhe muitas vezes consequências verdadeiramente humilhantes.

Mas o crente pode regozijar-se triunfantemente na antecipação da glória de Deus, uma das consequências da justificação pela fé. Mais à frente nesta epístola lemos: “e aos que justificou, a estes também glorificou” (Romanos 8:30), e em Colossenses 1:27 lemos que “aos quais [santos] Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória”.

Ao homem perdido, espera-lhe após a morte o julgamento, a vergonha e o remorso, mas o homem justificado possui a esperança da glória de Deus.

Gloriar-se nas tribulações

Pode parecer-nos no mínimo estranho que, ao chegarmos ao versículo 3, Paulo afirme que assim como nos regozijamos na esperança da glória de Deus, também nos podemos (e devemos) regozijar nas tribulações, como uma das bênçãos que possui aquele que é justificado por Deus segundo a fé.

O descrente não compreende a razão de a vida ter naturalmente tribulações e dificuldades, variando de frequência e intensidade por pessoa. O crente justificado sofre ainda outro tipo de tribulações, nomeadamente pela sua fidelidade ao evangelho, sejam perseguições, abandono de família e amigos, incompreensão, discriminação, etc.. Mas agora o crente pode regozijar-se nas tribulações, por causa das coisas que resultam de ele passar por elas: “a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança” (Romanos 5:3-4).

O amor de Deus em nossos corações

A esperança (a antecipação de coisas melhores no porvir) que resulta da experiência (esta gerada pela paciência obtida ao suportar as tribulações) não é algo vão ou ilusório. Isto porque no meio das tribulações o amor de Deus é derramado continuamente nos nossos corações, pelo Espírito Santo que nos foi dado no momento da nossa justificação.

Esta “esperança não nos traz confusão”, isto é, não nos vai enganar, envergonhar ou deixar frustrado, como muitas “esperanças” que podemos encontrar nesta vida. E esta é a esperança de que as tribulações não são um sofrimento em vão, pela dificuldade natural da vida ou por injustiças, mas na verdade operam transformação em nós, tendo sempre o amor de Deus nos nossos corações durante todo o processo.

Uma perspectiva pessoal (fraqueza, pecado, inimizade do homem)

Nos versículos 6 a 11, o apóstolo Paulo apresenta uma progressão digna de atenção. Ele aborda a solução que Deus preparou como resposta à fraqueza, ao pecado e à inimizade do homem para com Deus. Comecemos então por considerar o primeiro passo.

1) – “Estando nós ainda fracos” (v.6)

Paulo apresentou-nos nos capítulos anteriores a verdadeira condição do homem, que não consegue sair do estado decaído em que se encontra, que não consegue resistir às suas paixões malignas e que não consegue evitar as consequências do seu pecado. Na verdade, o homem encontra-se num estado de “fraqueza”, no seu estado natural, longe de Deus.

Não é apenas espiritualmente que o homem se encontra num estado de fraqueza, mas também fisicamente. Basta recordarmo-nos de quão fracos se revelam os nossos corpos, como nos afectam o cansaço diário, a doença, e em último lugar, a morte.

Encontrando-se o homem em tal situação de desespero, Cristo morreu na cruz pelos “ímpios”, pela graça de Deus. A palavra “ímpios” não se encontra por acaso neste versículo (v. 6). Cristo morreu por aqueles homens que reconhecem o verdadeiro estado de impiedade em que vivem. Normalmente o homem gosta de sentir-se bem consigo mesmo, de se ter em alta estima, mas a provisão que Cristo fez, morrendo na cruz, só lhe aproveita quando reconhece que não passa de “ímpio” e de que na sua fraqueza humana, nada pode fazer para sair da sua condição, a não ser confiar e aceitar a provisão feita por Cristo.

No versículo 7, vemos como a graça de Deus é completamente diferente da graça humana. Durante a história da humanidade, e mesmo actualmente, há pessoas que sacrificam as suas vidas para salvar a vida de alguém que eles tem em alta estima, alguém “bom”, justo e digno de tal sacrifício. Mas na verdade, Cristo sacrificou a sua vida quando nós éramos “ímpios”, quando mesmo a olhos humanos tal não merecíamos, quando éramos indignos de tal sacrifício.

2) – “Sendo nós ainda pecadores” (v.8)

No primeiro passo encontrámos o homem na sua fraqueza, nada podendo fazer para sair da sua condição, mas agora no versículo 8, no segundo passo, encontramos o homem no seu pecado.

Como vimos nos capítulos anteriores, a justa retribuição do pecado do homem é a condenação por Deus. “Mas”, Deus preparou a redenção para o homem, por Cristo, que morreu na cruz, revelando o amor que Deus tem por nós, e isto quando nós éramos pecadores. Cristo não morreu por nós por ter visto uma réstia de bondade, piedade ou esperança em nós. Não! Foi quando nós éramos pecadores. Assim sendo, a redenção que Deus preparou só alcança aqueles que reconhecem a sua verdadeira condição de pecadores. Aqueles que tal não reconhecem e se acham pessoas bondosas, piedosas ou justas (pois acham que nunca fizeram grandes males), rejeitam o precioso dom de Deus, Cristo, e insultam o amor que Deus revelou por nós.

Como lemos no versículos 9, aqueles que foram justificados pelo sangue de Cristo, quando ainda eram pecadores, encontram-se livres da ira que Deus um dia trará sobre todos os homens: a justa condenação pelos seus pecados.

3) – “Sendo inimigos” (v.10)

Chegamos agora ao terceiro passo, o de maior gravidade, a inimizade do homem para com Deus. Não somente nos encontramos fracos, em pecado diante de Deus, mas também revelamos ser seus inimigos.

Mas podemos argumentar que mesmo presentemente o homem religioso busca agradar a Deus, que nunca se rebelou contra Ele, nunca imaginando sequer que revela inimizade contra Deus. Mas ao desprezar Cristo, e buscando agradar a Deus à sua maneira, o homem revela desprezo pelo sacrifício de Cristo, e rebela-se contra Deus, tentando comprar o Seu favor com os seus próprios esforços.

Mas ainda assim neste estado de inimizade por parte do homem, Deus buscou a reconciliação com o homem, pela morte de Cristo na cruz. E agora que estamos reconciliados com Deus, seremos salvos da condenação do pecado, pela vida que Cristo derramou na Cruz. E mais, como vemos no versículo 11, não somente temos a salvação de pecados, mas temos a reconciliação com Deus, que derrama o seu amor em nossos corações, pelo Espírito Santo, tal como vimos no versículo 5.

Uma perspectiva histórica

Depois de o apóstolo Paulo se ter referido por três vezes ao homem como raça humana (“nós”, nos versículos 6, 8 e 10, ele considera agora uma perspectiva histórica, referindo três personagens: Adão, Moisés e Cristo. É extraordinária a harmonia que existe entre estes versículos e os anteriores (6-11). Ora observemos:

  • De Adão a Moisés, temos o reino da morte (“a morte reinou”, v. 14) por Adão, em contraste com “estando nós ainda fracos” (v. 6);
  • De Moisés a Cristo, temos o reino do pecado pela lei (v. 20), em contraste com “sendo nós ainda pecadores” (v. 8);
  • De Cristo ao presente temos o reino da graça por Cristo (v. 21), em contraste com “nós, sendo inimigos” (v. 10).

É importante dizer que nas menções a estas três personagens, Paulo refere-se

  • a Adão, não na sua criação, mas após a queda;
  • a Moisés, não no seu nascimento, mas quando ele recebeu a Lei no Monte Sinai;
  • a Cristo, não no seu nascimento ou ministério terreno, mas sim na sua exaltação no Céu, tal como Ele é apresentado em Hebreus 2:9.

Consideremos então em detalhe estes três reinos: da morte, do pecado e da graça.

1) O reino da morte por Adão

No período de Adão a Moisés (até à Lei) não existia a Lei ainda; esta ainda não tinha sido dada por Deus (v. 13). Mas durante este período, “a morte passou a todos os homens” (v. 12), não porque a Lei os condenasse à morte, mas simplesmente por serem da descendência de Adão (decaído) e de a sua natureza, herança de Adão, ser depravada.

O pecado entrou no mundo por um único homem, Adão, e assim a morte (consequência do pecado), “passou a todos os homens, por que todos pecaram” (v. 12). Toda a descendência de Adão, todo o homem, esteve em Adão quando ele pecou. Não nos conseguimos dissociar de Adão, pois todo o homem vem de Adão. Assim a morte caiu sobre todos os homens, pela natureza que herdaram de Adão, mesmo sobre aqueles que não pecaram da mesma forma que Adão (v. 14). Na verdade, “todos pecaram” (Romanos 3:23).

Daí a comparação deste período com a expressão do versículo 6, “estando nós ainda fracos”. Durante todo este período, não existia a Lei para condenar os pecadores à morte. Mas mesmo sem a Lei, os homens morriam, pois o pecado na sua natureza corrompe o homem, e finalmente o destrói, com a morte. Basta considerarmos a primeira genealogia apresentada na Bíblia (Génesis 11). Mesmo aqueles que viveram muitas centenas de anos acabaram por sucumbir à morte. Na verdade, a morte passou a todo o homem.

Apesar desta realidade, durante este período houve alguns que foram salvos e aceites por Deus. Lembramo-nos de Abel, Enoque, Noé e Abraão. Como podem ter sido salvos? Porque colocaram a sua fé naquilo que Deus lhes disse. É claro que foi com base na obra da redenção de Cristo feita na cruz, realizada mais tarde (“estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios” (v. 6)), tal como já tínhamos visto no capítulo 3, “para demonstrar a Sua justiça, pela remissão dos pecados dantes cometidos sob a paciência de Deus”.

Vemos no fim do versículo 14 que Adão é “figura daquele que havia de vir”, Cristo, no tocante a que Abraão como progenitor da raça humana, passou a sua natureza decaída a todo o homem. Cristo, ao morrer na cruz, é agora progenitor de todos aqueles que redimiu pela sua morte, passando agora uma nova natureza a todos eles.

Mas a comparação fica por aqui, tal como vemos nos versículos 15 e 16. A graça de Deus é muito mais do que o restaurar da condição do homem antes do pecado ter dado entrada, mais do que trazer o homem de volta à posição que Adão se encontrava antes de pecar.

Por Adão, pelo seu pecado, a morte passou a todos os homens (“a morte reinou por esse”, v. 17), mas por Cristo a vida abunda naqueles que receberam o dom que Ele preparou na cruz. E como vemos no versículo 18, por um único pecado de Adão (“por uma só ofensa” – desobediência, v. 19), o juízo caiu sobre todos os homens: a morte. Mas pela morte de Cristo na cruz, apresentando propiciação pelo nosso pecado, fazendo justiça por nós (“por um só acto de justiça” – obediência), a graça de Deus e a justificação cairam sobre todos os que recebem tal propiciação como tendo sido por si.

2) O reino do pecado pela Lei

“Veio porém a Lei para que a ofensa abundasse…”

Com Moisés, pela Lei que Deus lhe confiou, durante todo esse período (dispensação da Lei), a Lei revelava o pecado no homem e trazia condenação sobre ele.

Como que num aparte, é importante referir que este período começou com a Lei a ser dada por Deus, por intermédio de Moisés (“revelada por Moisés”), até a graça de Deus ser revelada pelo Senhor Jesus Cristo glorificado na glória (e não durante o seu ministério terreno), por intermédio de Paulo. É verdade que a Lei foi abolida na cruz, mas só mais tarde isso revelado por Paulo, pois vemos os crentes de Pentecostes em Actos ainda a seguir a Lei. Durante a dispensação da Lei, o pecado reinou (v. 21), trazendo (a Lei) a condenação sobre o homem.

Como terão sido salvos homens como Moisés, Aarão, David e Daniel, entre outros crentes do “Velho Testamento”? “Sendo nós ainda pecadores… Cristo morreu por nós” (v. 8). Eles não sabiam nem podiam compreender tal, pois ainda não tinha sido revelado. Mas como vimos anteriormente, eles encontravam a paz de Deus quando confiavam no que Deus dizia nesse tempo, o que Deus requeria na dispensação da Lei (Gálatas 3:23).

3) O reino da graça por Cristo

“Superabundou a graça… a graça reinou pela justiça, para a vida eterna por Jesus Cristo, nosso Senhor” (v. 20-21).

Consideremos o que C. R. Stam escreve acerca destes dois versículos, no seu comentário à epístola a Romanos.

O pecado tinha certamente chegado ao seu auge durante os primeiros anos de Paulo. Cristo tinha sido crucificado e mesmo depois da Sua ressurreição os Seus inimigos continuam vivos após tal obra terrível. Israel juntou-se aos Gentios declarando guerra a Deus e ao Seu Filho ungido (Salmos 2:1-3) e Saulo de Tarso era o líder de tal revolta. Não era mais apenas uma questão de pecado; agora era rebelião.

O ódio de Saulo para com Cristo não tinha limites. Lucas escreve: “E Saulo assolava a Igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os cerrava na prisão” (Actos 8:3). Os santos em Damasco disseram: “Não é este o que, em Jerusalém, perseguia os que invocavam este nome, e para isso veio aqui, para os levar presos aos principais dos sacerdotes?” (Actos 9:21). Aos crentes da Galácia, o apóstolo escreveu ele próprio: “… como sobremaneira perseguia a Igreja de Deus e a assolava” (Gálatas 1:13).

“Mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça…” (v. 20)

Encontrando-se Saulo “enfurecido demasiadamente contra” os discípulos, “até nas cidades estranhas os” perseguindo (Actos 26:11), Deus entrou em cena para intervir. A caminho de Damasco, “respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor” (Actos 9:1), ele foi impedido no seu caminho e salvo por aquele que ele tão ferozmente perseguia.

Certamente Deus respondeu ao abundante pecado do homem com a Sua superabundante graça! Não surpreende que o apóstolo Paulo tenha escrito: “E a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e amor que há em Jesus Cristo. Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (I Timóteo 1:14-15).

Ainda mais significativo é o que o apóstolo escreve a seguir: “Mas, por isso, alcancei misericórdia, para que em mim, que sou o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer nele para a vida eterna” (I Timóteo 1:16).

Assim Paulo que até antes tinha sido o líder da perseguição contra Cristo, a personificação da inimizade que existia entre Deus e o homem, não só se tornou agora arauto, mas o exemplo vivo da superabundante graça de Deus, gastando a sua vida para proclamar aos outros “o evangelho da graça de Deus” (Actos 20:24).

Assim também podemos ligar este período com a expressão “nós, sendo inimigos, fomos reconciliados” (v. 10). Aqui também surge a questão de como é que alguém como Paulo pode ser salvo neste período, alguém que perseguia implacavelmente os discípulos e a igreja? Somente com base na morte de Cristo por nós (“pela morte do Seu Filho” – v. 10). Aplicando a cada um de nós, podemos ler em Colossenses 1:21-22:

“A vós, também, que noutro tempo éreis estranhos e inimigos no entendimento, pelas vossas obras más, agora contudo, vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, para perante Ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis.”

(por David Costa)

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