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As Evidências da Salvação Dezembro 15, 2013

Posted by David Costa in Salvação.
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“Porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus, e do amor que tendes para com todos os santos; Por causa da esperança que vos está reservada nos céus…” (Colossenses 1:4-5).

É de alguma forma evidente que o apóstolo Paulo não tinha-se encontrado com os crentes de Colossos antes de escrever-lhes esta carta (Colossenses 2:1). Ele apenas tinha ouvido falar da sua conversão a Cristo (“porquanto ouvimos…”).

Mas do que tinha o apóstolo Paulo ouvido falar acerca deles, para ficar convencido de que foram genuinamente salvos? A nossa passagem de abertura dá-nos a resposta: “Porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus, e do amor que tendes para com todos os santos; Por causa da esperança que vos está reservada nos céus…”.

Mas seria tal evidência suficiente de que Deus tinha trabalhado em seus corações? Será evidência suficiente nos dias de hoje também?

Talvez alguns podem responder: “Não! Nós temos que ter o dom do Espírito Santo e falar em línguas, ou realizar milagres”. E na verdade precisamos de reconhecer que tal fora no passado evidência de salvação. A grande comissão do nosso Senhor Jesus Cristo aos onze apóstolos afirma claramente:

“E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demónios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.” (Marcos 16:17-18).
Isto é na verdade o que Palavra de Deus ensina sobre este assunto, e muitos crentes evangélicos andam em círculos ao tentar explicar tal princípio, ficando cada mais mais confusos.

Quando o apóstolo Pedro pregou a Cornélio e sua família, “caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a Palavra” (Actos 10:44). Mas como é que Pedro e os seus companheiros sabiam que os da casa de Cornélio tinham recebido o Espírito Santo? O versículo 46 dá-nos a resposta: “Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus”. De acordo com este testemunho, Pedro ficou certo e sem dúvidas da salvação de Cornélio e sua família: “Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que a nós, quando havemos crido no Senhor Jesus Cristo, quem era então eu, para que pudesse resistir a Deus?” (Actos 11:17).

E foi isto que resolveu a questão para os outros apóstolos e presbíteros da Judéia, pois lemos no versículo seguinte: “E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida.” Actos 11:18
Mas não devemos esquecer que ocorreu uma mudança de dispensações desde aquela época.

Na primeira carta aos Coríntios 13:8 podemos ler que: “O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá”.

Neste capítulo 13 da Primeira Epistola aos Coríntios lemos de outros sinais que iriam desaparecer com o tempo, e no versículo final do mesmo lemos o seguinte: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.” (1 Coríntios 13:13).

Podemos então afirmar com toda a certeza que estas evidências (fé, esperança e amor) são as características de uma verdadeira igreja na presente dispensação da graça de Deus.

De uma forma geral, a confusão observada nos nossos amigos pentecostais e fundamentalistas não é devido a um problema de os seus ensinamentos não terem base nas escrituras, mas antes em não serem correctos dispensacionalmente. Eles falham em “dividir correctamente a Palavra da Verdade”.

A primeira destas três evidências de salvação é a . Esta evidência é talvez uma das mais importantes, porque “sem fé é impossível agradar-lhe” (Hebreus 11:6). E sabemos que a fé produz esperança. Num mundo sem esperança e medo, o crente pode “abundar em esperança”. E esta esperança não é um mero desejo, pois está fundada na Palavra de Deus, “como âncora da alma, segura e firme…” (Hebreus 6:19). Aqui e agora neste mundo podemos gozar, pela fé, das bênçãos que são já nossas em Cristo e que um dia serão realizadas em toda a sua plenitude.

E a esperança produz por sua vez amor. A passagem citada anteriormente, e que temos estado a estudar, fala sobre o “amor que tendes para com todos os santos; Por causa da esperança que vos está reservada nos céus.”. As bênçãos que agora são nossas em Jesus Cristo deveriam certamente convercer-nos a vivermos mais próximos uns dos outros. Pois quanto mais perto do nosso bendito Deus estamos, mais atraídos vamos ser a estarmos mais perto uns dos outros.

Fé, esperança e amor, então, são as três características ou evidências da salvação nesta presente dispensação. Qualquer igreja local onde estas três características estejam presentes, tal igreja encontra-se “completa”, mesmo que a igreja seja composta por apenas três ou quatro membros. Qualquer crente que possua estas três características em abundante medida experimenta uma vida cristã “plena”.

Anteriormente, o baptimo na água era exigido para a salvação, e os sinais miraculosos eram as evidências da salvação (Marcos 16:16-18; Actos 1:8; 2:38), mas não devemos criar confusão e divisão com os nossos esforços em continuarmos numa dispensação a qual Deus substituiu por algo muito melhor.

O crente nesta dispensação da graça é simplesmente “perfeito” em Cristo (Colossenses 2:10), “crucificado” (Galátas 2:20), “vivificado” (Colossenses 2:13), e encontra-se “assentado nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Efésios 2:6). E a autenticidade da sua conversão a Cristo Jesus é confirmada pela “fé, esperança, amor, estes três,” e não por sinais ou demonstrações miraculosas.

“E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade” (Colossenses 2:10).

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2:20).

“E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas” (Colossenses 2:13).

“E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Efésios 2:6).

Devemos, então, de alguma forma tentar restaurar o que Deus “aniquilou”? Devemos fazer afirmações, como por exemplo, vamos ser baptizados com água como um testemunho e procurar sinais da renovação espiritual, mesmo depois de Deus ter providenciado algo muito melhor? Será que devemos voltar as costas à luz e voltar à escuridão? Claro que não! Deus diz assim na sua Palavra, na carta do apóstolo Paulo aos Coríntios:

“Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.” (1 Coríntios 13:10-13).

Estas três evidências ou caracteristicas da salvação estão reunidas em 1 Coríntios 13:13; Galátas 5:5,6; 1 Tessalonicenses 1:3; 5:8; 2 Tessalonicenses 1:3; Hebreus 6:10-12 e em muitos outros versículos nas epistolas do apóstolo Paulo. Porque não procurar estas passagens, estudá-las em oração, e gloriarmo-nos nas riquezas da graça de Deus.

(por Cornelius R. Stam)

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